quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
"... MORE THAN WORDS ... "
- Quero fazer uma "janta das nossas" em comemoração ao teu aniver. Vai lá em casa..
- Certo! Vamos beber todas! Depois podemos comer algo..
- HAHAHAHA! Tá bom!
Foi assim que combinei de comemorar meu aniversário com minha melhor amiga, já que ela nào pode estar comigo no dia.
Chegando lá estava tudo carinhosamente decorado. Minha velinha estava em cima de um Muffin e tinhamos champagne pra comemorar. Achei familiar os 2 pratos na mesa para 4 pessoas, mas era assim que tudo costumava ser.
Fazia tempo que não conversávamos e eu estava louca pra contar pra ela da minha mais nova decisão. Eu sabia que ela me apoiaria exatamente como fiz com ela uma vez, mas vou confessar que fiquei meio sem jeito na hora, não sei por quê.
Bebemos, conversamos, rimos muito, falamos sério. Nossos encontros são sempre assim e, por mais que nào nos vejamos seguido, nosso sentimento permanece intacto.
Antes de dormir, e conforme combinado, eu sugeri de comermos algo. Ela disse que não queria, pois se sentia cheia. Normalmente eu diria que também nào e dormiriamos assim. Mas eu fiz diferente, peguei um prato e me servi de um pedaço de pizza para a sua supresa. Confesso que comer em sua frente nunca tinha sido tão embaraçoso, por mais que eu soubesse que estava fazendo o certo.
Ela ficou o tempo todo me observando em silêncio, este que só foi interrompido quando eu perguntei se eu podia servi-la também. Ela negou e continuou sem falar nada. Fato este que me encomodava a cada garfada que eu dava, pois ficava imaginando o que ela estava pensando ao me ver comer.
Sei que faltaram palavras nessa hora, eu poderia ter perguntado alguma coisa. Mas essa situaçào está sendo diferente pra mim como nunca pensei que seria. Acho que preciso me acostumar com a idéia de que vamos dar um fim no nosso companheirismo mórbido. Talvez só assim vou me sentir a vontade de conversar com ela sobre tudo o que está acontecendo.

O final de semana foi ótimo! Eu pensei que faria a festa, mas na verdade fui surpreendida com uma festinha supresa na sexta feira. Muita Skollatão, noite maravilhosa, dança até o chão na pista (pra variar!) família e amigos.

Estou numa correria absurda e sei que ando em falta com vocês. Prometo me redimir ainda esta semana já que semana que vem começa tudo de novo: Volta as aulas, trabalho de conclusão e muitos cursinhos pra atingir minhas horas complementares... Vou tentar não sumir daqui, pois vocês estão em minha lista de prioridades.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
"... E DEPOIS DA FESTA ... "
Ontem foi um dia difícil.
Passei horas em frente ao espelho procurando mudanças no meu corpo. Experimentei diversas roupas e nenhuma me caiu bem. Entrei no banheiro decidida a me pesar. Pensei melhor e desisti. Eu sabia o que ía encontrar e não posso colocar tudo a perder agora.
Que vontade eu tive de voltar pra cama, dormir e fugir da realidade. Mas fugir da realidade que eu escolhi pra mim mesma é no mínimo burro, vamos combinar.
Me sintia pesada e queria aliviar essa sensação.
Antes era fácil! Eu colocava pra dentro meia dúzia de laxante e ficava sem comer até onde eu pudesse aguentar. Assim eu me sentia leve, por mais falsa que minha leveza fosse. Hoje é diferente, não quero mais falsa leveza pois sei onde está o peso que carrego, e sei que este não ameniza com chá de sene. Quem dera que fosse simples assim!
Tanto desejei que tive um feliz aniversário! Era o meu dia e não cabia nenhuma restrição. Me permiti a tudo de bom que foi me oferecido sem pestanejar. E fui feliz como há tempos não era.
Mas hoje, vem aquela sensação característica. Meu corpo reclama, tenta tomar o controle de volta e acredito que isso seja normal. Anormal será se eu sucumbir a isso.
Ainda estou até agora sem colocar nada na minha boca. Não porque queira, mas sim porque não consigo. Aliás, nào conseguia. Pois agora entendo que o meu problema não é com a comida e sim com algumas confusões na minha cabeça.
Ajusto então meu foco, e passo a dar sentido a algumas coisas pois sei que vou reagir a partir do ângulo que as vir. Estar cheia, por exemplo, pode não ser tão ruim como parece. Posso estar cheia de amor, quem sabe? Excelente alternativa.
Vou confessar que fiquei chateada com algumas pessoas que podiam estar comigo e pouco fizeram. Mas partindo da idéia que existem limitações e que vou ter que aprender a entendê-las, quem sabe essas pesoas não fizeram o máximo dentro do que podiam fazer?
Prefiro (e vou) acreditar que sim.

Anyway quero agradecer o carinho de todas vocês. Saibam que tiveram (e estão) muito mais presentes dos que muitos presentes de fato.
Amei as ligações, as mensagens, os e-mails. Amei a surpresa, os lírios, o bolo, as velas, o mini-chandon e as fotos! Ah! E também amei a correria e a mesa de centro!
Vocês estão em meu coração.
Muito obrigada!

PS: Amanhã tem churrascada, não se esqueçam! E a entrada é uma SKOLLATÃO, mesmo pra quem não bebe cerveja, afinal de contas a SKOL é para a minha pessoa e acreditem, faço questão de beber por todas vocês, kkkkkkkkkkk!!

Beijo a todas!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
"... FELIZ ANIVERSÁRIO! ..."
Há exatamente um ano atrás eu estava no auge do meu TA. Lembro de estar completamente incontrolável em relação as minhas atitudes. Andava agressiva, me isolava para não comer, machucava com palavras, tirava o sono e fazia chorar escondido aqueles que amo.
Eu tinha consciência de tudo isso, me questionava, me culpava, ía lá, ensaiava uma mudança, mas em vão. Era tudo mais forte que eu. Eu estava leviana.
Curioso como é tênue a linha do controle e da falta dele.
Ontem eu experimentei uma sensação que nunca tinha passado. Vomitei involuntáriamente todo o meu almoço. Vomitei tudo, até meu estômago doer, como há tempos não doía nem quando eu miava. Senti a sensação do meu estômago vazio como quando fazia NF, pensei em procurar uma balança e me pesar, por mais doente que isso fosse. Mas não cedi as chantagens do meu corpo, pois agora não é a ele quem dou ouvidos.
Este ano eu tenho uma oportunidade de fazer diferente. E a prova disso são essas novas escolhas em relação a mim mesma. Eu não tenho certezas e nem trabalho com verdades absolutas. Eu tenho sim muitas dúvidas, eu sempre fui, e ainda sou, insegura. A única coisa que sei, e por mais irônico que possa parecer, é que eu não quero mais essa sensação de estar vazia. Quero ser inteira e estar completa. Ser corpo e alma.
Acredito que as comemorações comecem hoje a noite, e amanhã pretendo me dar de presente um dia bom. Quero sair pra jantar com meus pais sem paranóia, sair com Mozi depois. Vou ceder também a pressào dos meus amigos e sábado a noite farei um churrasco aqui em casa.
Aliás, estão todas convidadíssimas, (e a entrada é uma SKOLLATÃO) fica a dica.
Incrível como as coisas mudam em um ano, e talvez seja mesmo esse o barato da vida. Um novo ciclo se inicia e a gente não tem a mínima noção do que pode e do que vai acontecer.
Nem gosto de pensar muito nisso pra não pirar, amanhã quero me concentrar somente em fechar meus olhos e assoprar as velinhas pensando em um monte de coisa boa. Ao contrário do ano passado, espero dessa vez ter sim um Feliz Aniversário.

Meninas, obrigada pela força, vocês são o meu presente!

Beijo grandão!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
"... NOVAS ESCOLHAS ... "
"... Andava passeando muito por dentro de si. Por vezes o medo de não voltar lhe acometia de maneira assustadora. E apesar de serem passeios difíceis, começara ultimamente a sentir-se confortável neles. Lá não precisava fingir ser o que não era..." Lanai

Eu pensei muito sério em excluir esse blog.
Pensei que seria bom talvez eu me afastar deste mundo para conseguir me recuperar. Que assim seria mais fácil eu colocar minhas idéias e sentimentos em ordem. Que assim seria melhor. No entanto, eu achei injusto não dividir com vocês uma das fases mais importantes na minha vida. Logo vocês que me apoiaram sempre até aqui.
Muitas coisas vem acontecendo ultimamente. Talvez se estas tivessem vindo há um tempo atrás eu não teria maturidade o suficiente para dar valor e não as reconhecessem como uma oportunidade. Hoje, é diferente. Não posso deixar de enxergar que não me basto.
Daqui há uma semana, dia 20, é meu aniversário. Resolvi dar-me de presente minha recuperação ou tentativa de. Estou tendo uma ajuda incrível e isso torna tudo menos difícil. Mas se eu sentir muito medo, já avisei que vou apertar a sua mão.
Continuo responsável pela minha vida. Eu faço as minhas escolhas. Sim, já fiz escolhas erradas. Já sofri e chorei, mas não me arrependo. Um dia escolhi pelo meu TA, mas hoje escolho por mim mesma. Nào sei de onde veio essa força avassaladora. Eu não sou tão forte quanto pareço. Dentro de mim existe uma insegurança absurda, podem acreditar.
Sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer, que tenho que me alimentar melhor, que tenho que parar de me olhar no espelho com ar de reprovação e que tenho de fechar os olhos, pelo menos agora, para os números que vejo na balança. Independente disso. Estou desarmada agora e adoro surpresas. Sinto que a realidade chegou de maneira repentina e bagunçou tudo por aqui.


Obrigada pelo carinho e presença de todas vocês.

Torçam por mim, certo?

Um beijo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
" ... ELE SABE DE TUDO AGORA ... "
E depois de muito eu esbravejar que sabia que ele me mentia, enfim ele disse:
- Eu sei de tudo. Sei de você. Sei do seu Blog. Sei do seu transtorno. Quero te ajudar.
Bah! Soco no meu peito.
Eu já tinha passado por isso uma vez com minha sócia, mas dessa vez, com o Mozi, foi mil vezes pior. Confesso que perdi o ar por alguns instantes, mas, apesar da surpresa, creio que meu rosto não expressou nenhuma reação.
Ele disse que estava nervoso por me dizer aquilo, que pensou muito antes de tomar essa decisão. Mas que pelo fato de me amar e de querer me auxiliar, não podia mais ficar escondendo isso. Não queria mais segredos.
Eu não conseguia olhar em seu olho tamanho o desconforto com a situação. Mil coisas passaram na minha cabeça durante os aproximadamente 40 minutos de conversa e confesso que muitas vezes me perdi em minhas idéias. No entanto, voltava a mim quando ele narrava trechos de meus post como se soubesse meu blog de cor.
Senti-me invadida então. Quis gritar, quis brigar, mas não conseguia. Durante todo o tempo permaneci na mesma posição: Sentada em cima de minhas pernas dobradas, olhando pra janela como se esperasse ser resgatada de tudo aquilo.
De repente ele se aproxima e diz: “Se eu fosse tu desbloqueava teu blog”. Olheio-o, firme, como se perguntasse o por quê. Ele então explicou que foi só por causa do blog que ele me entendeu sem julgar. Que o transtorno visto de maneira bruta é por demais assustador. Mas que quando abordado de uma forma humana deixa tudo mais fácil. Que se me ler serviu pra ele de alguma forma, poderia servir pra muitas pessoas que querem entender e não sabem como, que querem ajudar mas não sabem por onde começar, ou pra aqueles anônimos estúpidos que nunca vão ter sensiblidade o suficiente de entender este problema (palavras dele).
Nem sei se pude encarar como um elogio, ou o quê. Mas sei que me senti aliviada, principalmente quando ele enalteceu minha inteligência e maturidade frente a uma doença tão séria.
Depois disso, me beijou o rosto e disse deixar a decisão em minhas mãos. Mas dessa vez com a diferença de que ele vai estar com as suas de mãos dadas as minhas, pois posso contar com ele sempre que eu quiser.

Fatos novos estão me fazendo colocar a prova meu TA ultimamente. E a prova disso está sendo de eu ter vontade de mostrar a quem amo que posso ser muito mais que meu transtorno. Não sei bem o que fazer daqui pra diante. Acho que vou comprar um mapa.

Desculpem a ausência. Desculpem o enorme desabafo, mas acho que só aqui vou ser mesmo compreendida, me sinto melhor assim.

Saudades.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
"... COMPLÔ ... "
Meninas!
Estou sendo vítima de um complô, vocês não tem noção!
Sim, perece que posso vê-los sentados na sala mancomunando pra me fazer comer.
Minha mãe, a líder, ordena frente a uma folha aberta sobre a mesa.
- Você leva o rocambole!
- Sim! - Responde meu pai contando as moedas.
- Você faz um feijão com caldo grosso, do jeito que ela gosta na quarta feira.
- Pode deixar! - Responde minha tia já escolhendo o grão..
- E eu a pego pra almoçar...!
Ela esfrega as mãos e solta uma risada maléfica HA-HA-HA! Nada pode dar errado!
Afe! E agora quem poderá me defender?
(hahahaha!)
To zoando, gatas! Minha semana foi tranqüila pra caramba.
Comi o rocambole? Grande parte.
Comi uma concha de feijão? Sim! (afe!)
Saí pra almoçar com minha mãe? Certo!
Mas tudo se deu de uma maneira relax, sem maiores traumas, apesar das 250g a mais.
Estou sentindo algo mudar em relação a comida. Quero emagrecer sim, mas quero acima de tudo controle. E isso eu consegui!
Ao invés de encher minha boca de rocambole, me esbaldar em um balde de feijão ou sair de ambulância do restaurante de tanto comer, consegui aproveitar sem exagerar e nem pesar minha consciência.
Tudo isso pois estou em busca de um equilíbrio, vamos dizer assim. Espero que chegue logo!
Amei o sorriso (e as recompensas) daqueles que amo ao me ver prestigiar cada agrado. As vezes é bom ceder um pouquinho em troca de alguns momentos de felicidade. Como dizem: '... O que a alma amou ela guarda na memoria...".
E assim a gente vai levando, mesmo não sabendo direito onde vai dar.


Estou pegando minhas barraca, confetes e serpentina e estou me mandando pra praia!
Mesmo que meu corpinho esteja mais pra "dançarina de grupo de axé" (argh!) pretendo me mexer muito pra compensar e aproveitar. Se for pra emagrecer, mermão, desço até na boquinha da garrafa! ** Caso de internação urgente! Peguem a camisa de força!** kkkkkkkkk!!!

Beijo, amadas!

Bom carnaval procês!!

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