sexta-feira, 30 de novembro de 2007
"... O ANIVERSÁRIO DO MEU PAI ... "
Ontem foi aniversário de meu pai.
Fomos a um restaurante (bleh), mas juro que me comportei bem. Tipo: Salada, saladinha, bem temperadinha!
Sabe, ontem meu pai estava saudoso. E eu também. Tanto que ficamos conversando só nos dois durante uns 15 minutos. Papo ininterrupto. E quem me conhece sabe que, apesar de termos uma boa relação, conversar durante 15 minutos com o meu pai, é raro.
Tipo, eu passei a vida negociando com o meu pai. Perdi todas as vezes, mas ele nunca soube disso. Ele jura que eu sempre faço tudo o que quero. Hunf! Té parece.
Isso porque ele acha que uma negociação se ganha quando a gente se rebela, vira as costas e vai embora fazer o que bem entende (não que eu já tenha feito isso, hahaha!). Mas enfim... quem já foi um filho problema, sabe que não é bem assim... Sabe que o "não" de um pai é quase como uma praga rogada para cada passo dado sem a sua aprovação.
Meu pai sempre foi e sempre será o cara que me emputece por nada, o sujeito que eu me esforço para entender, a pessoa responsável por vários dos meus defeitos.
Não, não tô jogando a culpa em ninguém. Não há nada que eu ache mais baixo do que responsabilizar alguém pelas próprias atitudes.
Só tô dizendo que meu pai é a herança genética que eu identifico quando estou brigando, chutando o balde e indo embora. Meu pai é a parte que me leva à loucura que eu tanto temo, a parte que me faz perder a razão. Minha luta diária comigo mesma.
E antes que eu me perca em palavras, a verdade é que, por mais que ele me irrite com o jeito mais volúvel, engraçado e absurdo que deus lhe deu, ele me faz ter saudade do tempo em que eu estava sob a sua proteção. Uma proteção física, financeira e estrutural que me faz chorar nos dias que eu estou me virando em duas para ser metade do que ele é.
Devo a ele meu orgulho, minha sorte, minhas mudanças de humor e de caminho.
Até nem precisa ser "pai", mas acho que todo mundo tem alguém que faça esse papel que descrevi em sua vida (mãe, tia, namor, amiga, eporaívai...)
Devo ao meu pai um bocado de coisas e digo que faço por ele mais 1000 bocados.
- Então minha filha. Quem sabe você não começa a se alimentar decentemente e pára de emagrecer? - Foi o que ele me pediu.
Ok, retiro o que disse.
Faço por ele mais 999 bocados. Tem coisas que não fazemos por ninguém e eu pra paumandado não sirvo.



EM TEMPO, NOTAS:

Blues, Indh e Paulinha - Sem comentários! Nossas caminhadas me revigoraram! Preciso de vocês nos meus dias, todos os dias.
Lidih e Ry - Estou amando nosso ""PAPO SOBRANCELHA"!!
Lanna: Tô muito feliz que tu voltou, paixão! Carnaval tá aí, beibe! Não vejo a hora de curtirmos juntas! Oh! Se vamo!! (pode se livrar do namor que dou um jeito com Mozi, hahahaha!!)
Ferzinha: Minha cachooooorra, te adoro guria (e ao cubo!)
Ana Paula e Amy - Papos noturnos, conversas no telefone, músicas do fundo do baú... Caraleo! Nossos papos no emiéssiene estão demais! Amo³³³³³!!!
Pink - NATALMENOSCINCO, mosqueteira!! E lá vamos nós!
Ally - "Não seja você o peru do Natal!" hahahahahaha! MUITO BOA! Por mim tá lançada a campanha!!
Mari: Menina bem mandada do meu coração! Que bom que tu postou, se não te catava na tua cidade, tchê!
TangePrincess: Te quero no meu orkut ainda este findi, ok? (heheheheh!)
Camila, Camila: Muito tudo conhecer vc! Vamos tomar aquele chimas com cha verde qualquer dia desses!!
Art Bitch e Anna Reversa: Uuuuuuuiaaaaa!!! As provas estão acabando hein? Eh nóis na fita tomando aquela polarzinha a 2,50!! (Anna Reversa, tu pode pedir teu vinho de 2 contos, ok?)

Lindas, obrigada pelos comentários!!

Adoro vocês, bom final de semana!!

terça-feira, 27 de novembro de 2007
"... (RE) COMEÇANDO ... "
Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindas!!!!
Poxa que saudade disso aqui, e de vocês!!
Como estão?
Bom, eu estou melhor. Não tão bem quanto gostaria, mas caminhando para isso.
Estou com aquele pensamento de CHEGA!! Sabem? Meio de saco cheio de pensar demais, me cobrar demais e acabar me machucando com isso.
Parei!
Eu tava carregando o mundo nas costas sem ajuda de ninguém. Até que uma hora ele desabou em cima de mim e eu não tive pernas para correr atrás do prejuízo. Simplesmente criei mais e mais "prejuízos", piorando ainda mais a situação...
Sempre quando passo por uma fase complicada na vida eu fico pedindo enlouquecidamente pelo fundo do poço. É uma crença meio redencionalista que tenho de achar que a tempestade tem de se revelar em toda a sua extensão e grandeza para que depois, só depois, venha a bonança. Parece que, tenho que passar por todos as derrotas possíveis, para merecer com honra ao mérito uma vitória digna.
Curioso isso, não? E burro.
Pois desta vez será diferente.
Ainda estou no poço, mas não no fundo dele. E se eu esperar chegar até o fundo para tomar impulso, vou perder muito da minha vida, e não estou disposta. Tempo é dinheiro.
Este final de semana foi muito esclarecedor, pois teve de tudo um pouco: Risos, lágrimas, alegria, reflexão, tempo, silêncio. Imagem no espelho. Balança, números absurdos comprovando o que eu já sabia, culpa, comida e falta dela.
Eis então que inicio um novo ciclo, antes tarde do que nunca.

Magrinhas do coração:

Não! Não vou dizer meu peso aqui. ** Vergoínha **.

Mas preciso urgente emagrecer 5kg até o Natal. Se não, me asso no lugar do Peru na Ceia e todos vão ter um Natal beeeeeem gordinho lá em casa! (risos!).

Um absuuuuuuuuuurdoooooooo!

Help-me, girls. Aceito qualquer sugestão, simpatia, novena, reza braba, pai de santo e o escambal.

E VAMOQUEVAMO!

Beijos enormes!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007
" ... BALANÇO DA SEMANA ... "
Semaninha desgraçada essa!
Semana que me fez pensar... E quando eu penso demais... EU ODEIO!
Principalmente porque penso que posso fazer muito mais do que tenho feito até então. Afe!!
Tipo... Até faço muitas coisas. Mas essas não chegaram nem perto do que minha cabeça produz.
Eh... Eu penso muito e rápido demais. Desejo muitas coisas! Mas minha insegurança e o meu medo de não ser competente o suficiente são infinitamente maiores do que a força dos meus anseios.
Pode? Sim, pode.
O estado em que me encontro me deixa anestesiada. Sinto que não vivo, só assisto o tempo passar...
As chances vêm e desaparecerem como se nada eu pudesse fazer para evitar.
Esboço a prática dos meus planos e os interrompo logo na introdução. Burrice? Não sei. Mas óquêi!
Sinto-me (e talvez esteja, de fato) dominada por um negativismo em tudo o que vejo.
Queria abandonar tudo o que me leva ao ócio e à paralisação. Mas não! Não consigo!
Tudo surge pra mim em forma de álcool, cigarros e lágrimas que fingem suprir a minha dor.
Uma vez me disseram que é preciso que você mesmo jogue todas as cinzas fora, justamente para ter a certeza de que estas foram realmente embora para sempre. Só assim, se preciso, você pode saber aonde procurá-las, sem primeiramente tentar escondê-las. Concordo!
Pensei nisso, e resolvi deixar de esperar soluções do além. Como se uma fada madrinha viesse me visitar e transformasse tudo com sua varinha de condão. Que ridículo.
As coisas não são assim. E ainda bem que não são!
Acho que prefiro mil vezes arcar com as conseqüências dos meus erros e aprender, do que não comete-los e chegar a conclusão de que nunca lutei por nada do que eu realmente quis.

Lindas, bom final de semana. Descansem, aproveitem! (e desculpem o mal humor da Dark aqui, afe!!)

Um beijo enorme!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007
" ... ACHO QUE DEVO MINHA SANIDADE À ESCRITA ..."
Acho que devo a sanidade mental à escrita.
Devo minha sanidade aos desabafos que faço, escrevendo. Só assim consigo lavar a alma. Ou deixá-la aliviada, pelo menos.
Escrevendo aqui, e ouvindo vocês, aparento ser uma pessoa equilibrada. Ou quase. Vou seguindo sem grandes sobressaltos. Do lado de fora. Ou melhor, vista do lado de fora. Do lado de dentro (onde me encontro a maior parte das vezes) é diferente, mas tudo bem.
Sabemos que é raro o dia em que não nos confrontamos com novos desafios. A uns, até acho que devemos agradecer a elasticidade mental e o crescimento interior. A outros, devemos mesmo é lamentar os tormentos e seguir o baile.
Nunca ninguém disse que viver era fácil. E viver do jeito que vivemos, é mais complicado ainda.
Ossos do ofício.

Semaninha do cão e alimentação idem. A melhor parte do dia está sendo vir aqui e ler os comentários deixados.

Iniciei o post dizendo que devo minha sanidade mental à escrita. Retiro o que eu disse. Devo minha sanidade mental a vocês.

Muito obrigada pelo carinho, pela força, pelas palavras.

Um beijo a todas e bom resto de semana.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007
"... UM PASSO PRA FRENTE E CINQÜENTA PRA TRÁS ... "
É a pior coisa do mundo sentir culpa. Aquela culpa consciente que não tem como inventar desculpa e passar por cima, pois você sabe, no fundo ou não, que a mancada foi só sua.
É quando você comete um erro e no momento que o fez, sabia que estava errando. Tinha escolha? Tinha: Fazer ou não. E o fato é que foi feito.
E aí você se sente mal, querendo se redimir, tentando compensar o fato. Você passa o dia inteiro se martirizando.
E ainda piora, como sempre: Primeiro as pessoas, dizem que você está certa, que precisa se alimentar. Algumas dizem "Estou gostando de ver, você está muito melhor assim". Outras falam: "Nossa, você gostou mesmo, está até repetindo...".
Não, não é gosto. Nem sinto o gosto. É compulsão!
Posso ouvir as vozes que existem dentro de mim gritando, condenando, xingando em alto e bom som: "Errou!". E rindo, claro, se divertindo às minhas custas. Virei boba da corte! Que maravilha!
Depois vem a redimissão. E tudo que você tentou fazer em seguida, ainda ansiosa e desesperada, é pior ainda do que o próprio erro. Sempre tem como ficar ainda pior.
Neste feriado eu comi muito além do esperado. Sem freio e de tudo um pouco, até a barriga e a consciência doer. Devo ter engordado. Mas quer saber? Isso é pouco perto do sentimento de impotência e vergonha de mim mesma.
É questão de honra consertar, refazer, reiniciar, recuperar.. Mas hoje eu queria dormir o dia inteiro, esquecer e começar tudo de novo amanhã. Só amanhã. Hoje não tenho condições. Aliás, nem sei se ainda tenho condições de continuar.


Meninas, boa semana. E, pronto, podem me linchar!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007
"... RETROSPECTIVA ... "
(Post Grande)

No início eu ainda não contava, mas acho que as minhas calorias diárias eram no máximo umas 1200kcal. Eu ainda comia de tudo, mas tinha diminuído drasticamente a quantidade.
Depois com o tempo fui restringindo alimentos. Cortei o macarrão, cortei o pão branco, cortei o arroz. Cortei também o açúcar. Lembro-me de acordar de manhã e decidir que a partir daquele dia eu só tomaria adoçante.
Posteriormente aos alimentos veio o corte de refeições: Primeiro o café da manhã, que passou a ser um pingado matinal. Em seguida o almoço, quando comecei a inventar desculpas para não comer. O jantar eu até tentei, mas era impossível pois, na época, não conseguia ficar tanto tempo sem me alimentar.
Não era boba. Percebei que tinha algo de errado nestes meus novos hábitos e, mais tarde, ao ler e pesquisar muito sobre o assunto, descobri que tudo se tratava de um transtorno alimentar.
Fazendo um balanço frio, vejo que tive várias fases.
A fase em que eu não comia mesmo. E também não sentia fome. Era algo muito natural passar horas sem comer nada, e juro: até me esquecia disso.
Depois veio a fase em que eu passei a forçar isso a mim mesma. O meu corpo pedia comida, sem sucesso, pois lembro-me ter lido que anoréxica sentia fome, mas recusava-se a comer, então tomei isso como lema. Eu sentia muita fome, mas me satisfazia com o mínimo de comida. E essas, sempre, de baixíssimas calorias.
Hoje, o feitiço virou contra o feiticeiro. Eu vivo a fase mais obsessiva que já tive. Penso a cada hora do meu dia no que não vou comer e em quando devo comer. Tanto que, quando eu decido "pseudoalimentar-me", respiro fundo e me controlo demais, pois estou com uma forte tendência a compulsão desenfreada.
E o mais interessante: Quando sinto vontade de comer, tenho vontade de comer as coisas gordas que aboli do meu cardápio. Maçãs e saladas, viraram coadjuvantes. Eu como, porque eu me exijo. E ainda tento fingir que tudo está a mesma delícia de antes.
Até se eu não fosse tão paranóica e doente, me permitiria abusar de quando em vez. Mas sabemos que vontade não basta. E que vou me machucar demais se sucubir. Tanto fisica quanto psicológicamente.
A próxima fase eu não sei qual é. Aliás nem queria estar nesse joguinho de troca de fases. Queria poder voltar a tudo como era no início, mas infelizmente o tempo passa e a gente muda. Nem sempre podemos seguir dançando a mesma música de um baile que já passou.
É. Novamente a insônia me atacou esta noite. E, como acho perda de tempo contar carneirinhos, fiquei filosofando em como mudei ao longo desse distúrbio. Vejo fotos, leio posts antigos e fico impressionada com modo que tudo fugiu do meu controle. Olho-me no espelho e, apesar de ver-me diferente, não enxergo refletida a minha pior mudança: A mudança na minha mente. E a minha mente, mesmo que eu engorde todos os quilos do mundo, nunca mais vai voltar a ser o que foi um dia.

Mazahhhhhh!! Eu fazendo filosofia de boteco em véspera de feriado... Afe!

Deixa, já passou!

Desabafando tudo aqui aproveitei, pelo menos, para esvaziar a minha cabeça. Espero não ter enchido a cabeça de vocês.

Excelente feriado. Aproveitem. Extravazem (mas não com a comida,ok?)

Beijo!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007
"... QUE ASSIM SEJA ... "
Acordei com uns pensamentos malucos hoje. Talvez influenciada por minha quinta-feira que foi bem diferente.
Tipo: Eu sou uma pessoa altamente questionadora, não consigo deixar de causar sobre a vida e sofro por isso, às vezes. Sofro porque quero saber tudo e as verdades que, nem sempre precisam ser ditas naquele momento, podem me magoar pra burro.
Ontem conversando com uma amiga, depois de muito encher o saco e questioná-la sobre o nosso súbito afastamento, ela me disse umas coisas que caíram feito bomba no meu colo.
Ela disse que achava que eu tinha mudado demais de uns tempos pra cá. Que eu tinha perdido o “deixa-rolar”, que me era característico. Que eu estava sempre tensa planejando o próximo passo e que eu estava passando pelos dias, sem vivê-los realmente. Ela disse que tudo pra mim agora era sempre muito sério, as coisas tinham que ter um porquê, pois na minha vida não cabia mais o sem motivo, o sem explicação.
o_O
Mas porque isso? - Eu perguntei.
Oh! Viu? Já está perguntando. E antes que você me encha de perguntas, é porque sim e que assim seja. - Ela respondeu.
"Porque sim", não é resposta. Pelo menos pra mim.
Acabamos discutindo.
Cara. Porque é tão difícil simplesmente aceitar sem questionar as situações que acontecem com a gente? Não seria mais fácil adotarmos esta filosofia do “que assim seja” para evitar a fadiga?
“Você acha isso, ok. Vou pensar a respeito”. Pontofinal.
Sim, isso mesmo. Bem mais simples e bem mais prático. O problema é que eu acho uma coisa e faço outra. Infeliz de mim, que sou complexa. Acho que estou precisando de uma ignorância sadia.


A alimentação segue com o mínimo de carboidrato e nada de carne vermelha. Ando passando a saladas, galinha e ovos. Por pouco que não cacarejo.

Na quarta feira, depois da aula, eu acabei dando uma escorregada. Fui raptada pelas minhas colegas e parei num barzinho com 3 "Skóis" geladinhas de brinde por honra ao mérito pela boa prova que fiz.

Neste findi vai ter quermesse da família. Aniversário do meu irmão que começa ao 12h de sábado e acaba só às 7h da manhã de domingo. Tipo Rave (hahahaha!). Ou seja, muita comida, olheiros e pressão psicológica. Espero conseguir me safar! (que assim seja!)

Lindas, tenham excelente final de semana, ok?

Um beijão!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007
" ... A CHAVE MESTRA ... "
Então imaginem a cena: Anna Dark de mala e cuia, pronta parar mais um dia de sua rotina superbacana e a dúvida: “Cadê a chave?”.
Ontem durmi nos meus pais e tinha esquecido a chave da casa deles, na minha.
Ou seja: 8h da manhã, Anna Dark presa em casa, se previsão de Habeas Corpus, pois meus pais trabalham o dia todo.
Como prática que sou, me ocorreu de chamar o chaveiro e resolver o problema, mas sabe do que mais? Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, diga ao povo que fico. Liguei pra minha sócia, expliquei o que aconteceu e tirei um dia de folga.
Gurias!! Como eu estava precisando!
Fiquei totalmente off-line. Não liguei nem a TV e também não tinha internet, pois meu pai leva o notebook para o trabalho.
Aproveitei para terminar um livro pra faculdade, estudei um pouco mais para a minha prova de hoje, organizei minhas coisas, fiquei de papo com uma amiga no telefone. Pulei na cama elástica da minha mâe com o som bem alto, fiz hidratação no cabelo. Até um cochilo antes de ir pra faculdade eu consegui dar. Que luxo, eu, dormindo de tarde, em plena terça feira!
E o que é mais louco! Quando fui me arrumar pra aula, percebi que a chave estava o tempo inteiro no bolso interno da minha jaqueta. O__O
(Maldito NF que funde meu neurônio remanecente!)
Ok, sou monga e, no fervor da hora, não procurei direito. Mas confeço que se tivesse achado, quem teria perdido seria eu. Baita terça-feira.


Baterias recarregadas, vamoquevamo neste restinho de semana.

Saudade!
Adoro vocês.
Beijo!!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
"... PROMESSA É DÍVIDA ... "
A balança marcava 67kg.
Eu tinha procurado a tarde inteira por uma roupa que me deixasse menos gorda e, com muito esforço, encontrei uma bermuda tamanho 44 e uma blusinha preta que disfarçava o peso na balança, mas não o peso da minha conciência.
Olhei-me no espelho, me odiei. Chorei. Me odiei mais.
Sairíamos da casa de uma das minhas amigas, então dispensei a carona do meu pai e fui a pé até lá caminhando no sol.
Em cada reflexo dos carros eu me olhava. Via-me enorme, como de fato eu era. E, com os olhos cheios de lágrimas, desejei muito que aquela imagem não existisse. Como se possivel fosse.
Quando cheguei minhas amigas já estavam lá. Sim. Uma mais linda que a outra. Michoshorts, barrigas de fora, marcas de biquini. Lembro-me de olhares e comentários: "... Nossa, tu não está com calor com essa blusa preta enorme?..." Sim, estou morrendo de calor. Mas essa blusa é a única que me serve, deu vontade de responder. Mas calei-me.
No caminho, tinha muita bebida, e eu tomava de tudo um pouco. Talvez para me anestesear, para me esquecer. Talvez para me dar um pouco de ânimo de curtir a festa que já estava se tornando um martírio mesmo antes de começar.
Chegando lá, só pude confirmar o que eu havia pensando. Eramos em quatro meninas e todas ficaram com alguém rapidamente. E eu segurando um copo de caipira, dançava para perder calorias.
A parte mais humilhante foi quando decidimos escalar um brinquedo. Elas, leves, escalaram em um minuto. Eu não consegui aguentar o meu peso e passei uma das maiores vergonhas da minha vida. Minhas amigas (e não só elas) deram muita risada e disseram para suspenser a bebiba. Mas eu no fundo sabia que não era a bebida. O fato era que eu já não tinha forças para me aguentar.
Quando isso aconteceu, fiquei sem graça e sumi por um bom tempo.
No palco o Rappa cantava: "Me deixa, que hoje eu tô de bobeira..." E eu dancei, bebi, chorei mais e soluçando sozinha jurei a mim mesma nunca mais ter passar por isso.


Este foi um dos motivos de eu me tornar obsessiva com a comida e com a magreza. Uma das causas por eu desenvolver o meu TA.

As mais comuns estão nos livros, nos sites, nas revistas, na boca daquela sua vizinha que te olha e jura que você está anoréxica.

Mas os fatores intrínsecos, os traumas que passamos, os olhos cheios de lágrimas, o peso na consciência não é levado em consideração.

Que pena. Pois quando penso já não ter mais força de continuar lutando, eu lembro do que já passei do que jurei a mim mesma no escuro daquele show, chorando por ter sido humilhada.

Promessa é dívida.

Excelente semana, meninas.

Um beijo!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007
" ... COPO MEIO VAZIO OU MEIO CHEIO? ... "
Ontem na minha aula de Antropologia a pergunta foi: "O seu copo está meio vazio ou meio cheio?”
Hum.
Meio cheio, com certeza.
Não que eu seja otimista. E também não que ache que um copo meio cheio seja lá grande coisa. Não é mesmo! Se conformar com um copo meio cheio é ser muito medíocre e isso, pelo menos isso, eu não sou.
Digo que o meu copo está meio cheio, pois falta uma outra metade para ser completada, que eu ainda não sei com o que.
Se é melhor eu me agarrar no meu copo meio cheio ou tentar acabar de o encher, eu não sei.
Antes eu diria: Vale mais arriscar do que passar a vida agarradinha a um copo meio cheio.
Mas hoje sou mais prudente.
Por essa perspectiva, resolvi não contar nada ao Mozi. Não me sinto a vontade ainda, e se fizesse, seria trocar os pés pelas mãos.
Então, mais vale um copo meio cheio na mão, do que dois vazios, voando, pelo menos no momento.
E o seus copos, girls, como estão?

Meninas, talvez alguém já tenha visto, mas achei na internet um documentário bem legal, que coloquei aí ao lado: SEM PESO NEM MEDIDA. Se tiverem um tempo neste feriado, assistam que vale a pena. E divulguem também nos seus blogs, afinal, cultura nunca é demais.

Quero agradecer as palavras de vocês e dizer que fico muito feliz por ter o apoio de cada uma. Sério, vocês não fazem idéia do quanto é bacana chegar aqui e saber que não estou sozinha. Aliás, sabem sim. Pois passam pela mesma coisa.
Muito obrigado.

Lindas, um excelente feriado a todas.

Quem tem copo meio cheio, meio vazio, aproveite para enche-los com alguma coisa boa, ou com alguma coisa etílica que as façam esquecer os problemas, pelo menos... hehehe!!

Beijo enorme!

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Nome: Anna Dark
Idade: 23
Altura: 1,62
Já Pesei: 69kg
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