segunda-feira, 30 de abril de 2007
" QUAL É O SEU MOTIVO?"
Muito ouvimos as pessoas dissertarem com propriedade os motivos para alguém desenvolver um Transtorno Alimentar. As causas mais comuns citadas, são o perfeccionismo extremo, rejeição, profissões específicas e é claro, a mais comentada mídia.
Eu não posso opinar com veracidade esse assunto. Apesar de ler muito sobre, eu não sou uma profissional. O que penso, escrevo ou digo, são conclusões da minha cabeça. E muitas delas podem ser duvidosas, justamente por me faltar embasamento técnico.
O fato é que eu concordo quando leio que as causas de um TA são várias. E concordo mais ainda quando leio que as causas de um TA ainda não são realmente conhecidas.
Eu, por exemplo, não me lembro exatamente do dia em que passei da vontade sadia de emagrecer para a obsessão doentia da perda de peso. Na boa, não lembro, nem que eu force muito.
Mas lembro muito bem do dia em que eu estava na frente do espelho experimentando roupas e mais roupas, que não me serviam, para ir ao aniversário do meu atual marido, namorado na época. Lembro-me exatamente da sensação que tive quando me olhei no espelho e me senti a última das mulheres. E me lembro exatamente o que eu senti quando cheguei no aniversário e vi dúzias de mulheres maravilhosas e magras, cumprimentarem meu namorado. Senti-me mal. Senti-me gorda. Senti que precisava mudar.
Eu não lembro quando eu deixei de comer pães, arroz, massa, açúcar, refrigerante normal, leite integral, xis e cachorro quente.
Mas eu me lembro muito bem o gosto que a comida tinha pra mim quando eu tinha decidido que precisava emagrecer. Gosto de culpa, de derrota, de impotência, de desespero. Aliás, a comida tem este gosto, até hoje.
As causas mais comuns para um TA estão nos livros, nos sites, nas revistas, na boca daquela sua vizinha do primeiro andar que te olha com uma cara de quem jura que sabe que você está com algum problema (Anorexia, ela só pode estar com anorexia!) Mal ela sabe o que está dizendo.
Mas os fatores intrínsecos, os traumas que passamos, as palavras duras que já ouvimos, as roupas que rasgamos por tentar fazer com que elas servissem, as festas que deixamos de ir, os olhares maldosos, os foras que já levamos, os adjetivos que já nos colocaram, os olhos cheios de lágrimas, o peso na consciência, o ponteiro da balança... Isso não está descriminado em livro algum. Deveria. Mas não é levado em consideração.
Porque? Eu não sei. Juro que gostaria.
Alguém aí sabe?
Alguém aí lembra o motivo de decidirem emagrecer?
Legal pensar nisso de vez em quando. As vezes corremos atrás de um objetivo e não sabemos nem por quê e nem para quê, não é mesmo?

Para explicar: Moderei meus comentários, pois estava sendo quase linchada aqui no blog (risos!).
Não que eu me importe com isso, pelo contrário. O questionamento é válido, é sadio. Cada um tem suas opiniões e são livres para terem suas próprias conclusões. Concordo, e tenho dito! Podem sempre comentar o que quiserem aqui. Deixo livre e leio cada um deles.
Mas, vamos combinar... É meio chato tu escutar quantidade de barbaridade de pessoas que nem te conhece, que te julgam mal, e querem somente te encher de osso pois não te respeitam. Qualquer uma em meu lugar também sentiria isso.
Existem pessoas que entram aqui e pensam que somos um grupo, tipo GLS.
Tipo: ABS – Anoréxicas, Bulímicas e simpatizantes.
Meu Deus! Não é assim.
Somos todas humanas. Algumas têm TA, outras querem emagrecer, outras somente apóiam, outras estão em recuperação. E em meio a tudo isso existe um laço forte que nos une: O respeito e o carinho umas pelas outras.
E isto, somente isso, é que não deve ser moderado, pelo contrário deve sempre ser comentado e visualizado.

Meninas, um ótimo feriado pra todas vocês.
Vou passar nos blogs e deixa um beijinho pra cada uma!
Até mais!

sexta-feira, 27 de abril de 2007
"... ENTRE UM TACINHA E OUTRA... MAIS FILOSOFIA DE PARACHOQUE..."
Acho que as minhas súplicas, pelo menos ontem, deram resultado. O final do dia me reservou boas surpresas.
Eu disse pra vocês que precisava de um vinho tinto seco, um cigarro e um tempo sozinha e inerte, não é mesmo?
Pois bem. O Mor me avisou que teria de passar na casa da minha sogra e dar uma de babá da minha cunhada (de 7 anos) e da sua sobrinha (de 5 anos). Perguntou se eu não queria fazer companhia a ele. Normalmente eu diria que sim, é claro, eu amo crianças e elas são realmente o máximo de estar perto.
Mas ontem, Afe!!! Eu não seria a melhor das companhias, tenho por certo. Não estava com a mínima paciência de brincar de Jornal Nacional, Mamãe posso ir? Quantos passso devo dar ? ou de Meia Meia Lua 1,2,3 com elas. No way!
“Prefiro ficar em pra casa” Respondi vibrando por dentro.
Engraçado. Às vezes eu realmente fico muito (mas muito!) feliz em saber que vou ficar sozinha. Eu adoro estar somente em minha companhia. Quando isso acontece, eu tenho tempo para pensar no que eu quiser sem ser interrompida por terceiros. Somente por mim mesma, eu penso muito rápido. As vezes um pensamento interrompe o outro que interrompe o outro. E isso pra mim é mágico! Eu me divirto. Rio sozinha! Pareço louca! (Pareço? o_O). Fico realmente perdida dentro da minha imaginação. Mas isso não acontece com vocês?
Então.
Cheguei em casa e cumpri o que tinha prometido. Abri uma garrafa de vinho (tinto e seco) e acendi um cigarro.
E além de abrir a garrafa de vinho eu abri as gavetas do meu cérebro.
Sabe, eu tenho gavetas no meu cérebro. Todas elas devidamente etiquetadas e identificadas. Algumas eu abro com mais freqüência, outras, por não ter tempo, deixo emperrar de tanto demorar pra abrir.
Sozinha, ontem eu dei uma boa olhada nas gavetas emperradas. Passei um oleozinho para conseguir abrir, confesso. Surpreendi-me com a quantidade de pó, espirrei um monte pois tenho alergia, visualizei inúmeros projetos inacabados. Revivi uma infinidade de sensações que fazia tempo que não sentia. Tomei mais uma tacinha de vinho. Fiquei emplogada, tamanha emoção.
Abri também as gavetas dos meus objetivos, sentimentos, vontades e desejos. Essas gavetas eu costumo abrir muito seguido. Mas o problema é que quando abro, é somente para passar os olhos. Não tenho tido muito tempo para analisar, organizar. Ontem eu tinha. Então tentei. Tentei organizá-las. Tentei mesmo. Tentei, e nada.
Vou tomar mais uma taça de vinho. Quem sabe se eu ficar “mais relaxada” eu não enxergo melhor as coisas. Oh desculpa esfarrapada pra cair de boca em um Almadém!
Tentei em vão, novamente. Ando muito desconcentrada.
E além disso, ando desnorteada.
Não desnorteada no sentido de não saber o que eu quero. Afe! Claro que eu sei! E sei muito bem! Tenho objetivos, sentimentos, vontade e desejos muito bem sabidos. Vocês perceberam isso neh?
Mas eu já não sei mais o que devo fazer para atingi-los. Quero muito uma coisa, me esforço, me mato, mas nunca consigo. Porque? Será que estou indo pelo caminho errado? Será que algo não está sendo bem feito? Será que não mereço atingir o que quero, é isso?
Que saco ainda não consigo me organizar meus pensamentos...
(Encho mais uma tacinha de vinho, para dar um clima e melhorar as coisas...)!
O que fazer quando se sabe exatamente pra onde se quer ir, mas não se sabe como?
O que fazer para não se desmotivar quando você percebe que fez tudo, mas o seu tudo não foi o suficiente?
Como (Irc!) podemos identificar onde (Irc!) estamos errando na nossa maneira de (Irc!) tentar atingir os nossos (Irc!) objetivos? o_O
Ai! Me deu até soluço. Vou parar de beber... Hehe!
Se não, não vou organizar é nada. E o máximo que vou conseguir é me desorganizar, tamanha ressaca amanhã de manhã.
Mas meninas, se você tiverem idéias, eu ... (Irc!) Aceito (Irc!) todas tá!! (Risos!)
Amo vocês, desculpa a palhaçada de Post! Culpa do Almadém, sabe como é...
Um ótimo findi a todas!


quinta-feira, 26 de abril de 2007
"SIMPLESMENTE COMPLEXA... "
Olá Meninas, como vocês estão?
Então, como foram de NF? Espero que tudo bem!
O meu NF foi tranqüilo. A propósito, ele ainda continua. Estou cheia de trabalho (cheia, lê-se cheia meeesmo!) e com pouco tempo para comer, por mais que esta seja mais uma das minhas desculpas esfarrapadas para não me alimentar.
Não tenho sentido fome. Na verdade há muito tempo não sinto fome. Necessidade de comer sim, as vezes meu corpo implora. Mas fome propriamente dita, é difícil.
O NF pra mim já ta virando filosofia, pra vocês terem a noção da complexidade da coisa. Quero o não comer como auto punição, de algo que ainda não sei, mas sei que devo me punir. Talvez eu não esteja sendo a pessoa que esperava ser. Talvez eu tenha chegado à conclusão de nunca vou ser, e talvez eu esteja tentado me punir por isso.
Não tenho também me pesado. A última vez que fiz isso, depois do final de semana passado, eu tive uma surpresa nada agradável, mas ok. Sigo o baile.
Na verdade o peso pouco tem me importado. De que a adianta a balança acusar um peso se o espelho me mostra outro? De que adianta o peso diminuir se não consigo enxergar isto realmente?
Distorção de imagem? Pode ser. Mas, que seja. Cansei de me estressar com isso também.
A real é que tenho andado cansada.
Cansada de fazer as mesmas coisas, de ouvir as mesmas coisas, de brigar pelas mesmas coisas, de planejar e não cumprir as mesmas coisas, de me decepcionar com as mesmas coisas e de sentir as mesmas coisas.
Queria poder dizer: Não estou! Por favor, volte amanhã.
Queria poder acabar com a história aqui , virar a página e escrever uma nova crônica.
Não posso.
Estou presa a este mundo, presa a todos a minha volta.
Mesmo que eu queira mudar o rumo da história os personagens serão os mesmos e as cenas irão se repetir.
Por enquanto eu sigo tentando ser o mais invisível possível. Torço para que não me notem e desejo passar despercebida por todos.
Apesar das minhas atitudes me colocarem na vitrine, eu não quero mais estar na vitrine. Eu não quero mais ser exemplo. Isso está me machucando e está me forçando uma responsabilidade que, nem sei se tenho mais condições de assumir.
Complexo.
A real é que hoje estou muito complexa.
Queria um cigarro, um copo de vinho tinto e seco (hoje tá frio pra caramba aqui) e um tempo inerte e sozinha. Ah! Como iria ser bom.
Mas já que não tenho, eu escrevo. Por mais que ninguém leia ou ache um tédio.
Deste mundo eu não quero sair. A história com vocês, eu não quero acabar. Vocês são os únicos atores que por mais que repitam as cenas, nunca vão deixa de ser estreantes na minha história.

Amo todas!

Beijo grande e desculpa a filosofia de parachoque de caminhão.








terça-feira, 24 de abril de 2007
"1º NO FOOD COLETIVO !!!!"
Oi, Meninas!

A Ana blues, a Pink Rose e eu temos feito uma vez por semana o, apelidado carinhosamente, NO FOOD 36 HORAS.
Estávamos conversando e, a pedidos, resolvemos estender a todas que quiserem participar com a gente, afinal de contas quanto mais magrinhas melhor, não é mesmo?

Regras:

Início: 00h de Quarta – Feira
Término: 12h de Quinta - Feira

Lembretes:
- Quem quiser participar, está convidadíssima. Mas..... (escutem bem!) não vão forçar demais e passar mal, por favor! Quem nunca fez NF tão longo, começa aos poucos, não precisa completar às 36 horas.
- Antes de iniciar o NF, tentem se alimentar com alguma coisa leve, mas nutritiva.
- Água, chá, muito líquido pra todas!!! Cuidado a desidratação, hein?
- Não estamos incentivando ninguém de forma negativa e nem forçando a barra. É só um convite, livre arbítrio. Cada uma sabe dos seus limites, ok?
- Meninas, nós bem sabemos que o NF não é muito indicado, principalmente por causa da possibilidade de compulsão ao terminá-lo. Ponderando isso, a Ana Blues pensou em elaborar um cardápio bem ligth pra ingerirmos logo na quinta-feira. Acredito que ela vá postar no blog dela no decorrer dos dias.
- Não exagerem no tempo do NF. 36 horas é mais do que bom.

Meninas, é isso. Passado o recado. Vamos nos comunicando para sabermos como anda cada uma. E também para darmos bastante força uma para a outra, afinal, vamos precisar.

Caso alguém tenha alguma dúvida é só me agilizar.

Bom, então tá. Alguém aí tá dentro?

Um beijo grande e obrigada pela força de sempre.





segunda-feira, 23 de abril de 2007
EU TENTEI, FRACASSEI, AGORA EU QUERO O MEU LIMITE.
Eu falei pra vocês que não pagaria o preço de ver o que iria acontecer caso o Mor realmente tivesse desistindo de tudo, não é mesmo?
Pois então, fiz jus as minhas palavras. Não paguei. Mas também não obtive o retorno esperado.
Vou explicar.
Neste feriado eu, puxei daqui e dali, e planejei uma viagem pra nós dois. Gramado! Clima de Serra. E apesar do calor, e não do friozinho desejado, clima perfeito para tentar acertar os ponteiros que insistiam em andar desajustados.
Além de planejar a viagem, eu planejei me esforçar para me alimentar bem. Idiota, para muitos, eu planejar isso. Mas nós, sabemos que se alimentar bem não é uma coisa natural. Temos de planejar a longo prazo para que tudo saia bem, ou pelo menos não tão mal aos olhos dos outros.
Planejei me alimentar bem para ver feliz aquele quem eu amo.
Lindo! Vai dizer? Quem nunca fez isso?
E o que foi melhor, não foi uma decisão forçada.
Foi difícil pensar assim, eu sei. Mas foi uma decisão tão bem quista, tão verdadeira, tão especial, que não me importei. Somente planejei, e desejei muito!
Muito além de somente planejar me alimentar melhor naqueles dias, eu estipulei mudar. Mudar não só por ele, mas por mim também. Caso tudo desse certo, eu estava disposta a rever meus conceitos. Disposta a, quem sabe, tentar uma Reeducação Alimentar?
Resultado: Me decepcionei. Me decepcionei mesmo.
Mas não tanto, já que apesar de me iludir que isso não fosse acontecer, talvez pudesse.
Durante a viagem eu comi bem. Não tive compulsões, apesar daqueles chocolates de Gramado me tentarem o tempo todo. (Afe! Malditos!)
Comi bem, muito bem!!, para mim. Mas pouco, muito pouco, para ele.
E foi justamente isso o que me indignou.
“O que tu realmente queres de mim?”, eu pensei.
“Eu nunca vou comer o suficiente para te satisfazer?”
Ou melhor...
“A quem eu devo satisfazer? A mim, ou a ti?”
Dúvidas! Stresses!
E para quem acompanha o blog e me conhece, dúvidas e stresses que não são a primeira vez que eu tenho.
Há um tempo atrás eu também tive essa atitude de tentar mudar para satisfazer minha mãe. Fato que também não deu certo. Minha mudança não foi o bastante. Nunca é.
Quando me senti impotente em relação a minha mãe, eu desisti. Joguei a toalha (jogo, ainda). Mas com o Mor, foi diferente. Eu encarei.
Perguntei, expliquei, discuti, briguei, me exaltei, confesso.
Mas só até o ponto em que eu podia controlar e sustentar meus argumentos. Afinal de contas, eu não quero, ainda, compartilhar com ele os reais motivos da dificuldade que tenho em encarar a comida como algo natural. Esse é um problema meu, e só meu. Quero, e tenho o direito de preservar a minha individualidade.
Ele, por sua vez, também perguntou, explicou, discutiu, brigou e se exaltou. Tudo, com a razão que não tiro dele. Mas em vão.
Não chegamos a um denominador comum em relação a este assunto. E ouso dizer que não vamos chegar até o dia em que eu realmente assumir o que, acho, que ele desconfia ser o motivo: TENHO TRANSTORNO ALIMENTAR.
Eu odeio tabus, mas não me importei em deixar em aberto o meu problema.
Principalmente depois que ele deixou bem claro que não vai desistir de nós, e sim vai desistir de tentar colocar na minha cabeça que devo me alimentar melhor.
Ok. Melhor assim.
O final de semana, em partes, não foi como eu planejei. Mas valeu para resolvermos alguns outros problemas, valeu para renovarmos o nosso relacionamento, valeu para gastarmos calorias fazendo coisas não apropriadas em lugares apropriados, ou não (hehe!), valeu para comprarmos malhas, bolsas e sapatos bacanas e baratos.
O final de semana valeu para comprovar que a comida pra mim é um desafio. Não consigo mais comer com prazer e eliminar a culpa que sinto ao ingerir cada garfada. Essa culpa me mata, me enche os olhos de lágrimas. Me faz pensar no depois. Me faz pensar nos laxantes que vou ter que tomar para reverter tudo. Isso é louco, e dá muito medo.
Quando voltei, a balança me acusou a irresponsabilidade. E o espelho me cuspiu o fracasso da minha tentativa.
Beleza! Sem Stress!
Eu tentei, tenho por certo. Não foi o suficiente, de novo. Mas então tá.
Recomeço a semana com o alívio (ou a ilusão) de saber que não devo mais nada a ninguém.
Recomeço a semana me odiando por dentro, mas tentando e me desafiando até o limite.
Agora eu quero somente seguir. Sem medos, sem metas (vide informações a cima).
Agora eu quero somente seguir até onde eu puder ir e agüentar. Seguir até onde eu puder controlar e segurar meus tabus e argumentos.
Mas quero seguir somente até onde eu puder pagar o preço sem me prejudicar por isso (assim espero!). Afinal... Preço caro esse, não é meninas?



sexta-feira, 20 de abril de 2007
NÃO ME PREGUNTEM NADA, SÓ ME DESEJEM SORTE.
Meninas.

Este final de semana vai ser crucial.
Depois de muito pensar e pouco dormir, decidi uma coisa muito séria e eu só preciso que vocês me desejem sorte e muita força, pois vou precisar.
A Anna e a Dark, não vão estar comigo. Estarei sozinha, tentando contornar tudo o que está acontecendo agora.
Estou com medo. Muito medo.
Mas preciso provar para mim mesma que tenho o controle. Talvez por amor a mim, mas talvez não...
Não sei o que pode acontecer, eu só sei que, dependendo disto, as coisas poderão mudar . E vão ser bastante diferentes.
Espero que tudo valha a pena. Espero que eu não me machuque demais.
E eu espero somente contar com apoio de vocês quando eu puder voltar.




Muito obrigada pelo carinho de sempre e pelos comentários tipo crônicas de auto-ajuda.

Amo todas.

Um beijo grande.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
"ESTOU DESISTINDO DE VOCÊ!"
Depois de um dia inteiro de trabalho, uma prova casca de Direito, alguns sapos calóricos mal engolidos e uma discussãozinha básica no telefone com a mamãe, eu finalmente cheguei em casa. Cheguei em casa já tirando os sapatos e me atirando no sofá, onde permaneci, inerte, por uns 10 minutos.
Fui recepcionada, é claro, com um gostoso abraço do marido. Daqueles que te faz valer o dia, que te faz ter gosto de voltar pra casa.
Eis que no meio deste gesto de conforto eu ouço uma vozinha no meu ouvido perguntando:
- Amor, tu não vai jantar?
(Corta clima)
- Não, amor. Não estou com fome.
Pronto!
Pra quê que eu fui abrir a minha boca pra dizer uma verdade. Poderia dizer que já tinha comido, que estava com dor de barriga, que estava fazendo um jejum sagrado, aquelas desculpinhas usuais. Mas não! Eu fui dizer a verdade. Me ralei.
- Tu nunca estás com fome, é isso? Nunca vi uma pessoa não se alimentar direito, blá blá blá... (Me senti o gatinho Napoleão da propaganda da Whiskas. “Blá, blá blá... Whiskas Sachê...”)
Mas, no meio de todo esse blá, blá, blá, ele falou uma coisa séria, que me fez parar de viajar e cair na real.
- ... Eu estou começando a desistir de você!
O quê?
Isso mesmo, meninas. A pessoa que eu menos imaginei que um dia diria isso, ontem me falou. Com todas as palavras. E não retirou nenhuma se quer, quando eu pedi para ele repetir.
Ele falou que estava desistindo de me alertar que eu precisava me alimentar melhor (ou me alimentar somente), que estava desistindo de me dar sermões sobre isso, que estava desistindo de muitas vezes se posicionar como meu pai, coisa que ele não é.
Ele disse que, antes de desistir, pensou em tomar uma outra medida drástica. Mas não. Ele decidiu que a medida drástica seria justamente essa. Desistir de mim e me chamar para a responsabilidade. Afinal de contas, eu sou uma adulta.
Tudo bem, realmente eu sou uma adulta. Assumo as consequencias dos meus atos, pago o preço que tiver de pagar pelo que eu acredito. Estou certa do que quero (apesar de fraquejar, por vezes).
Mas ai... Ele falar estar começando a desistir de mim, me deu um aperto no peito, que vocês não têm noção.
Na hora eu não falei nada, fiquei sem ação. Mas depois deitadinha no meu travesseiro em meio a esse monte de coisas que passou na minha cabeça, pela primeira vez eu senti medo.
Sabe, meninas, o Mor é meu porto seguro. O mundo pode estar caindo lá fora, mas eu sei que se eu chegar em casa ele vai me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem. Vocês devem ter uma pessoa assim na vida de vocês, não é mesmo?
Pois é.
Então, pensei:
Será que estou sozinha agora?
Será que ele falou pra valer ou só pra me amedrontar?
Tudo bem que hoje pela manhã quando acordamos, na hora do café, ele, como de costume, perguntou se eu ia sair sem comer nada. Talvez ele esteja blefando. Mas talvez não. E eu temo em dizer que, esse preço, eu não sei se eu quero pagar pra ver.



A Colega Ana ontem veio conversar comigo: Se desculpou. Disse que sentia muito por ter dito o que pensava na hora errada e da maneira errada, mas que não retirava nada do que falou. O_O . E eu? Eu arrisquei um: “Te entendo colega, não te estressa!”. O que mais eu poderia dizer depois dessa?

Meninas, assunto sério: Vocês viram a barbárie do Coreano que matou dezenas de pessoas em uma Universidade na Virgínia? Meu Deus! Que absurdo isso! Onde vamos parar? Tá louco...
Quanto mais eu conheço os homens, mais eu amo o cachorro do meu marido.
Não, meninas. Cachorro, cãozinho. Hehehe!

Um beijão, queridas.


Se cuidem!

sexta-feira, 13 de abril de 2007
"... PHOTOGRAPH..."
Ontem, à noite, novamente tive insônia. Resolvi fazer algo de útil então. Peguei um livro da Martha Medeiros e devorei algumas páginas. Não adiantou, o sono não veio. Mas que idiotice a minha pensar que ler Martha Medeiros me daria sono, né? Pelo contrário. Despertei-me ainda mais. Enfim.
Levantei e resolvi dar uma olhada no meu guarda-roupa para ver se achava alguma coisa para a festa de hoje.
Olhei tudo e não achei nada.
Minto.
Encontrei um saco de fotos.
Fotos de quando eu era criança. Fotos de família. Fotos de antigos amigos. Fotos de antigos amores. Fotos de pessoas que eu perdi. Fotos do meu passado.
Cara, eu amo fotos. Um pedaço de papel que transforma décimos de segundos em momentos eternos. Um pedaço do passado que a gente pode pegar na mão e guardar em uma caixa. Um pedaço da nossa vida que quando a gente olha pode sentir o que sentiu, quisá lembrar do cheiro.
Vou contar pra vocês que nunca tive problemas com fotos. Mesmo quando eu era mais cheinha (no diminutivo, pra não ferir meu coraçãozinho). Tem pessoas que fogem de fotos como o diabo da cruz. Mas eu não. Sempre gostei de tirar. Alguns dizem que sou fotogênica. O que não concordo, mas aí o assunto já entra na minha baixa alta estima.
Sentei no chão e espalhei todas elas. Fiquei olhando uma por uma e confesso que enchi meus olhos de lágrimas por diversas vezes. Principalmente por ver as minhas fotos de quando eu era mais gordinha (ainda no diminutivo!)
Mas não meninas, eu não chorei de felicidade por estar um pouco (mas não o bastante) mais magra.
Chorei de tristeza, mesmo.
Chorei por saber que naquela época eu era feliz. Eu era sinceramente feliz e não sabia.
Estava acima do peso sim. Era bem robustinha (hihi!), e muito. Mas estava pouco ligando pra isso.
Com certeza eu não perdia minutos preciosos do meu dia contando calorias, até porque ao invés de minutos eu iria perder horas contando os montes de calorias que ingeria.
Não perdia tempo me olhando no espelho e procurando ossos, até porque eu sabia que não iria achá-los de jeito algum no meio do meu corpinho super bem nutrido.
Não perdia tempo chorando culpada por comer. Pelo contrário. Eu adorava comer, saboreava cada garfava, gostava do gosto, a comida me dava muito prazer. Exatamente ao contrário de hoje.
E tirava fotos na maior alegria. Pouco me importando se eu ia sair bem ou mal nelas. Pouco me importando se as minhas coxas iriam parecer grossas, se o meu papo escondia o meu pescoço, pouco ligando se a minha barriga mais parecia querer se jogar pra fora das minhas calças 44 apertadas.
É obvio, que eu sei que tudo não era flores. Lembro de naquela época querer emagrecer. Na verdade acho que sempre quis. Mas não era algo assim tão excessivo. Tão obsessivo. Doentio, temo dizer.
Não vou mentir pra vocês que não fiquei feliz por ver que emagreci. Claro. Quem não fica, vai dizer?
Mas olhar essas fotos, ontem, me fizeram perceber o quanto eu já tive de passar para chegar no peso que estou. Me fez perceber o quanto eu mudei meu comportamento, me remeteu a uma fase onde tudo parecia mais fácil. Ou menos difícil. Me fez ver tudo o que perdi. E não só em quilos, em vida mesmo.
Nostálgico, eu sei.
Mas alguns momentos de nostalgia são sempre bem vindos. Ainda mais na madruga. Quando você está com insônia.
Nunca aconteceu isso com vocês? De acharem fotos e ficarem nostálgicas? Ou nem digo isso, de ficarem felizes mesmo?


Observações:
1) Vocês viram que a Ana Blues voltou? Ahhhhh!!! Que beleeeeza! Saudade de tu, amiga!! Vamos certo conversar hoje a tarde!
2) Indh, querida! Pensei em ti ontem a noite (Ui, o negócio tá ficando sério, hehehe!) Você me inspirou para também abrir minhas caixas. Cada coisa, que te digo. Ah! Eu li todos os seus atuais posts, não comentei por falta de tempo. Mas me aguarde, pois já passo aí.

Meninas, hoje tem a festinha. Senti que a Dark chegou mais cedo. Estou tri a fim de chutar o balde, não só o balde, como o container mesmo. Hehehe! To brincando.
Segunda feira eu conto como foi.
Espero que o final de semana de vocês seja bárbaro. E que vocês possam tirar muitas fotos que no futuro gostem de rever.
Um beijo no coração de todas, vou passar pra visitar vocês.

segunda-feira, 9 de abril de 2007
" NESTE FERIADO, EU ... "
Já de início cheguei a minha meta. 45kg, cravados na balança.
Neste feriado eu viajei com a minha família. Curti muito a minha mãe. Curti muito o meu pai. Até arrisquei um tímido “Eu te amo” pra ele. Ele, que sem jeito, me respondeu com um tímido e disfarçado: “Eu também!”. O que já considero alguma coisa.
Neste feriado eu amei o meu marido. Em todos os sentidos da palavra. Mas também o odiei por alguns momentos. Ódio imaturo, passageiro, é claro. Provavelmente ódio sentido no momento em que ele não correspondeu as minhas expectativas. Talvez eu sempre espere demais dele. Ele não é perfeito. Ele também erra.
Neste feriado eu trabalhei. Coloquei tudo em dia. Tive idéias mirabolantes. Estava inspirada. Tive planos perfeitos pra minha empresa. Alguns destes, eu sei que vão sair do papel. Outros, eu sei que vão ficar guardados na minha gaveta até eu ter dinheiro para coloca-los em prática.
Neste feriado eu estudei. Passei a limpo meu caderno inteiro e revi toda a matéria que ainda não tinha entendido direito. Semana que vem é semana de provas. E eu, para tirar aquele dez que estou por certo exigindo de mim, não posso ser relapsa. Tenho que estudar desde agora.
Neste feriado eu presenciei um complô da minha família. Sim! Todos sabem do meu vício por chocolate. Ganhei não menos que onze ovos de Páscoa. Agradeci, com o meu sorriso mais amarelo. E internamente fiquei feliz por saber que meus colegas de faculdade e os meus sócios vão amar dividir a Páscoa comigo. Ou vocês acham que vou comer sozinha essa bomba calórica que me jogaram no colo? Fala sério!
Neste feriado eu bebi demais. Bebi mesmo. Normal, a Dark me acompanhando pra onde eu for. Saí na noite e fui ate o chão na pista. Me diverti com meus amigos e o meu marido. E não satisfeita, ainda conheci uma porção de pessoas que certamente nunca mais vou ver, mas que me renderam bons momentos de diversão.
Neste feriado eu também comi demais. Peixe, saladas calóricas, alguns vários pedaços de 1 dos meus 11 ovos de chocolate, feijão, coca-cola normal, canelones de queijo. Tudo em um dia só. Destino: Privada. Claro que miei. E não satisfeita ainda coloquei para dentro 11 “Almeida Prado”, que estão fazendo efeito até agora.
Neste feriado eu chorei. E chorei muito. É claro que sozinha com o meu travesseiro. Chorei exatamente por ter me pesado e ter visto na balança o famigerado 45,7. Depois da minha compulsão estúpida. De que adiantou ter chegado à meta em um dia e ter ignorado ela no outro? Só engano a mim mesma com esse aparente controle. Já não tenho mais controle.
Neste feriado eu tive medo. Quando me olhei nos espelho, ainda com 45kg, não percebi diferença alguma. Meu corpo estava igual. Meus defeitos ainda estavam ali. Não fiquei satisfeita. E num misto de loucura e sanidade disse querer mais. 45kg é pouco (ou muito!). Quero o meu limite. Quero ir até onde eu puder ir. Quero ir até onde o meu corpo me deixar. E quando eu não conseguir mais, quero poder voltar. O medo é saber se vou conseguir.
Neste feriado eu percebi que o meu distúrbio alimentar me controla. Me pira. Comprovei que estou doente. Mas, comprovei que mesmo assim, talvez, eu precise disso tudo para viver. Já não consigo imaginar a minha vida sem contar calorias, sem me pesar diariamente. Não consigo imaginar a idéia de viver sem perseguir a magreza, de viver sem ter a esperança de um dia me olhar no espelho e ver que agora sim, estou perfeita.
Quando este dia vai chegar? Eu não sei.
Tinha uma meta. Cheguei nela. Mas ela não me satisfez. O que devo fazer agora?
E por fim, neste feriado eu desejei vocês.
Desejei que vocês estivessem comigo. Todas! Para me dar uma força, conversar um pouco. Para me escutarem desabafar e me ajudarem a levantar. Eu fechei meus olhos e desejei um abraço confortante. Ou pelo menos um comentário no blog dizendo: Estamos contigo!
Afe! Estou dependente de vocês.
Meu feriado teve 3 dias e muita coisa aconteceu. Cheguei a minha meta e saí dela em questão de horas.
Isso tudo, me determinou a mudar.
Preciso ser mais forte, preciso me dedicar mais. Preciso ser mais incisiva no meu plano de ação. Vou pensar e decidir o melhor a fazer daqui pra diante.
Vou pensar em 1 PLANO B!
E conto com a ajuda, sempre necessária, de vocês. Meus amores.
Espero que nesta semana tenhamos dias de muitas alegrias. E se por acaso isso não acontecer, possamos dar esse apoio e força de sempre umas as outras.
Isso é o que conta. Isso é o que motiva! E é viciante, vai dizer?




Queridas,

Muito obrigada pelos comments de vcs! Fico feliz em saber que nestou sozinha. E que tb não sou só eu que não resisto ao chocoltae, neh?!Afe!

Vou passar agora nos bloguinhos pra me atualizar de todas. Precisamos bolar um plano B, hein? Hehehehe!


Um beijo grande pra vocês. Bom início de semana.

quinta-feira, 5 de abril de 2007
" NÃO RESISTO A ELE..."
Estava eu, no sofá da sala, pensando o quanto estava sendo obediente nos últimos dias. Tanto na segunda, na terça, quanto na quarta eu estava religiosamente seguindo o pacto que tinha firmado com o meu metabolismo: De me alimentar de 3 em 3 horas e consumir até 400kcal/dia.
Estava dando certo. Estávamos numa química bacana, eu e ele.
Tudo bem, por mais que eu tenha tido as minhas crises de loucura. Tipo não querer mais comer. Sentir-me engordar. Fazer ginástica de madrugada. E, por vezes, até pensar em desistir.
Mas mesmo assim eu estava firme e forte. Afinal, o meu metabolismo tinha me prometido acelerar. E eu confiava nele. Ele não iria mentir pra mim, certo?
Submersa em meus devaneios, percebi alguém me contemplar da cozinha.
Ele me olhava de maneira insinuante, meio desconcertante, eu diria. E confesso que isso instigou o meu desejo.
Tentei disfarçar, tentei ignorar. Afinal, não podia me render agora.
Mas foi em vão.
Percebendo o quanto eu o queria, ele se aproximou lentamente. Olhou-me de maneira ainda mais ousada e pousou sob o meu colo.
Mirando-me profundo, ele despiu-se devagar, como se estivesse dançando ao som de uma valsa. Mágico! Fato que só foi aumentando a minha vontade de devorá-lo inteiro.
Eu não resisto a ele, confesso.
Precisava disso! Precisava sentir o prazer que ele me proporciona!
Tentei resistir, disse que aquela não era à hora.
Mas não teve jeito.
Ele percebeu nos meus olhos o quanto sou sua dependente e tocou meus lábios de maneira atrevida, me desafiando com vontade.
Empurrei-o. Disse que não! Disse ser mais forte, disse saber me controlar.
Mas o estrago já tinha sido feito. O gosto que ele tinha deixado em minha boca me consumia em cobiça.
E, num ato impensado, devorei-o! É, isso mesmo...
O senti deliciosamente em cada papila gustativa dentro da minha boca. E que sensação! Um misto de prazer e culpa, amor e ódio, deleite e desespero.
Uma loucura!
Depois de se aproveitar de mim ele olhou-me com ar de vencedor, como se ele tivesse com o dever cumprido, satisfeito. Eu, perdedora, claro, atirada no sofá, perguntava-me: Por quê? Porque eu não consigo deixá-lo, se ele me maltratava tanto.
Então veio aquele sentimento de vazio. De uma noite apenas. Senti-me usada, um lixo.
QUEM É ELE MENINAS? O CHOCOLATE.
Comi quase meia barra ontem.
Que crime! Sou uma delinqüente! Podem-me algemar e me colocar num porão escuro e úmido com uma máscara de ferro para eu nunca mais poder cometer esses deslizes idiotas. Eu deixo! Eu mereço.
Tentei reparar o erro, pelo menos. Malhei quase uma hora na esteira e fiz nem sei quantos exercícios locais, em plena madrugada, como tem sido.
Agora vocês me digam!
Ontem foi quarta feira! Olha só o que aconteceu.
O que me espera a Páscoa?
Imaginem um monte “deles”! De tudo quanto é gosto, tamanho, forma. Em cesta, em barra, em cone!
Affeee.... Cadê a máscara de ferro! Preciso urgentemente dela antes dá Pascoa!!
Gurias, me ajudem, eu vou pirar!
(risos!)
Preciso de dicas: “ Como ver um chocolate e não sentir vontade de cravar os dentes na realeza de seu sabor?”
Alguém aí se habilita?


Meninas
Estou saindo de viagem hoje a noite e só volto na segunda.
Quando voltar, eu digo como foi esse martírio doce que vai ser a minha Páscoa. E também aproveito para dizer se consegui ou não chegar à minha meta. (Missão impossível, diga-se de passagem).
Espero que todas vocês tenham uma Páscoa maravilhosa! Livre de culpas, livre de paranóias.

Se puderem se controlar, ok.
Se não... Somente aproveitem o prazer que o chocolate dá.
Segunda-feira, juntas, nós pensamos em um plano B para contornamos os eventuais deslizes.
Sintam com plenitude todas as endorfinas liberadas!
Que venham os chocolates, então.

Lindas, deixei do ladinho um link de uma indireta, hehe, digo, um vídeo que recebi por mail sobre: "Como uma menina anorexica se enxerga". É bem legal.


Um beijo com gostinho de ovo de páscoa adiantado pra vocês.
Adoro todas!

terça-feira, 3 de abril de 2007
" PACTO! "
Ontem eu tive um papo sério com o meu metabolismo. Chamei-o pra responsabilidade.
Enchi ele de osso e disse que ele estava muito lento. Lento até demais! Que precisava dar um jeito de acelerar, pois se não a coisa ia ficar preta pro lado dele.
Até brigamos! Fui desaforada, confesso....
Mas ai, meninas! A páscoa tá aí, será que de novo não vou conseguir cumprir minha meta?
Não! Isso não. Agora o negócio é pessoal.
Depois de muito debatermos chegamos a um consenso.
Tipo: Me ajuda que eu te ajudo.
Prometi pra ele que se no domingo de páscoa eu me pesar e tiver com 45kg, ele ganha um Ovinho de Chocolate! Hehehe! Unimos o útil ao agradável, não é?
Ele me sugeriu de eu parar com essa história de ficar muito tempo sem comer e tratar de comer de 3 em 3 horas. Combinamos de essa semana eu fazer um LF de 400kcal, intercalando alimentos religiosamente assim.
Tá, tudo bem que eu deveria estar fazendo isso, mas Afe! Não consigo! Estou amando a sensação do estômago coladinho nas costas.
Mas tudo bem!
Comecei ontem, até meio que consegui.
Olhem só:
Café: Café + Leite + Adoçante (normaaal!)
Lanche da manhã: Metade de uma maça da Mônica.
Almoço: Alface, Tomate, cenoura, beterraba, chuchu, pepino, ricota light e 1col. mostarda.
Lanche da tarde: A outra metade da maça.
Intervalo da faculdade: Café preto beeem quentinho com adoçante e cigarro (comi eles!)
Janta: Tomate, clara de ovo cozida, pepino, meio bife de frango.
Eu não contei muito as calorias do meu dia. Mas acho que não me passei muito né?
O problema é ver meu estômago dobrar de tamanho no espelho! Ahhhh, que raiva!
Tanto é que ontem, depois da janta, quando eu me olhei no espelho e vi a comida toda depositada onde ela não deveria estar, me enlouqueci.
Fui pro meu quanto e fiz 40 min de esteira. Detalhe: Era 1h da manhã. (hehe!)
Me acoredei ás 6h hoje e to um caco em pessoa.
Mas, ai! Pacto é pacto, vai dizer?
O que vocês acharam?
Me dei bem na negociação, ou alguém aí tem alguma outra sugestão pra me dar?
Estou sempre aberta a novas idéias!! Principalmente vinda de vocês...




(Hum, interessante essa pulserinha vermelha no pulso da Lindsay, né meninas? Tu não me engana, magrona!)



Meninas, vcs são lindas!
Obrigada pelos comments a respeito do episodio (sinistro) do final de semana.
Estou mais tranqüila, deve ser mesmo um fato isolado ocasionado pelo stress. Tenho andando com muitas preocupações na cabeça, outra hora eu paro pra dizer o porquê pra vocês.
Hoje no almoço vou tentar visitar todinhas pra saber as novis.
Tá corrido mesmo aqui, mas me aguardem! Sério mesmo!
Um beijo no coração de todas e se cuidem.



P.S : Gurias, a Lovely voltou! Uhhhúúúú!!!!

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