quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
ATOS, PALAVRAS E RESPONDABILIDADE
Oi, Meninas! Como estão vocês?
Bom, queridas... Papinho sério agora...
Ontem a minha sobrinha dormiu aqui em casa. Ela tem 14 anos. Ficamos conversando até altas horas da noite e ela me contou uma infinidade de coisas que um dia já foram presentes na minha vida, que um dia também me tiraram o sono, mas que hoje eu tiro de letra. Até aí, tudo bem. Eu amo conversar com ela.
O problema foi quando ela olhou no espelho e disse: “Nossa, tia (Ai... tia.. Affe!) como eu engordei nestas férias... Vou fechar a minha boca! Preciso urgente emagrecer alguns quilos!” Detalhe: Ela tem 1,58 e pesa 42 kg. Ai, ai, ai ... Gelei!Eu já vi este filme.
Eu disse a ela que não precisava se preocupar porque estava linda e que tinha que tirar estas idéias da cabeça porque ela estava em fase de crescimento e precisava se alimentar direito. Então, ela sorriu e disse pra mim: “Tia, eu quero ser que nem você, bem magrinha. Você é o meu exemplo!”.
E-X-E-M-P-L-O! Essa palavra ecoou no meu cérebro.
Ontem eu estava conversando com a Ana Blues e a gente tocou justamente neste assunto:
Vocês já pararam pra pensar na responsabilidade que nós temos ao escrever em um blog e publicar nossas idéias?
Vocês já pararam pra pensar no poder que podemos ter de influenciar as pessoas, nem sempre de maneira positiva?
Vocês já pensaram que as nossas palavras e os nossos atos na cabeça da pessoa errada pode não dar em boa coisa?
Pois é, eu também já! E às vezes piro um pouco com isso.
Eu sei que não estou aqui para influenciar ninguém, que todos têm que ter a ciência de que são responsáveis pelos próprios atos, que as pessoas devem saber o que é certo ou não para si próprio, que eu não incentivo de forma alguma as pessoas a agirem como eu. Mas... parem pra pensar... Estamos falando de saúde (ou a falta dela) o tempo inteiro. É responsabilidade pra caramba
Olhem o que eu falei pra minha sobrinha: “Você tem que se alimentar direito”. Fala sério, a quem eu quero enganar? De que adianta me achar responsável por falar isso se ela me vê fugir da comida como o diabo da cruz?
Exemplo do que eu sou, então? Exemplo de: “Como falar meia dúzia de verdades com propriedade e fazer exatamente o contrario por opção.” Caio naquele conhecido chavão: Falar é fácil, fazer é difícil.
Ontem quando a minha sobrinha me disse que sou seu exemplo eu fiquei tentada a dizê-la para tratar de arranjar um exemplo melhor. Gandhi, talvez. Não posso servir de exemplo sob hipótese alguma, ainda mais para uma menina de 14 anos!
Tenho noção de que faço muita coisa certa sim, não sou um completo fracasso. E as coisas positivas como estudar, trabalhar, tentar se virar sozinha, não depender de ninguém pra nada, até podem ser tomadas como exemplo, pra alguém. Mas também tenho a noção de certos comportamentos devem ser deletados, banidos! Não devem ser levados em consideração. Tipo, faça o que eu digo, mas não o que eu faço.
É meninas, eu sei que a palavra é metade de quem diz e metade de quem ouve, e também sei que os atos as vezes dizem muito mais do que um dicionário inteiro. Mas fica aqui a minha reflexão, quem sabe ela possa servir de exemplo pra alguém?
Adoro vocês e obrigada sempre pela força.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
"AND THE OSCAR GOES TO... "
Mim!
Com certeza...
Eu mereço o Oscar, o Globo de Ouro e todos os prêmios que vocês puderem imaginar depois da minha atuação nestas férias, que mais pareceu uma novela mexicana daquelas bem fuleras.
Choro, risos, saídas porta a fora, discussões, declarações, brigas, festas e por aí vai. Tudo, menos férias! E bah! Eu juro pra vocês que não estou exagerando. Eu sei que tenho aquela tendência em visualizar as coisas com lente de aumento, mas dessa vez foi sério a coisa.
Gurias... Em 10 dias eu fui do céu ao inferno em um piscar de olhos. Aliás este poderia ser o título da minha novela, não é mesmo?
Nos meus 4 dias de folia, tudo foi perfeito! Passei na casa de amigos, então vocês já imaginam né? Passei 4 dias pulando, dançando, fazendo muuuuitta festa (eu e a Dark! hehehehe) e não comendo nada (ou quase nada!). Resultado: 45,2 na balança! Uhúúúúú´! Eu fui pro céu! Parecia uma criança na farmácia, não consegui conter o meu sorriso de felicidade! Imagina cara! Eu, com 45 kg, pra quem pesou 69kg? Tah louco! Bota presente de aniversário nisso!
Mas... (e sempre tem um “mas”!), como tudo não são flores, no dia 20 eu voltei pra minha realidade. Fui passar meu aniversário (e o resto da semana) na casa dos meus pais! E eu mal sabia o que estava por vir.
Na verdade, eu já sabia sim. Sabia que ia ter encheção de saco, sabia que eu ia me encomodar, sabia que eu ia ter que me controlar pra não estourar com certas coisas. Mas eu não sabia que tudo iria ser tão potencializado. Talvez eu estivesse sensível pelo meu Niver (e pela minha TPM), mas eu esperava que eles aliviassem um pouco a minha barra por ser as minhas férias. Os meus únicos dias de descanso depois de anos trabalhando que nem um animal. Mas não meninas, engano meu.
Eu pensei muito, mas ainda não sei como colocar em palavras tudo o que aconteceu. O modo com que as coisas aconteceram, o modo com que me foi colocado o que os meus pais pensam, o modo como eles agiram comigo, me magoou demais. De verdade. Os meus pais estão pegando muito pesado e agora estão conseguindo envolver o Mor nessa história toda (eles estão fazendo pressão psicológica para que ele tome uma atitude).
Pensei em fazer alguns exames para esfregar na cara de todos que estou bem de saúde, que o meu peso é saudável sim (ainda!!!!!!! por pouco tempo!!). Mas sabe como é, sou sem vergonha mas não sou burra, sei que os exames podem vir alterados.
Em meio aos caos, a notícia boa é que eles nem desconfiam de distúrbio alimentar, é uma assunto fora de questão na cabecinha deles (ufa! Pelo menos desta eu me livrei!). Para eles o problema é o fato de eu ter emagrecido muito, o fato de eu não me alimentar corretamente, o fato de eu poder vir a desenvolver algum problema de saúde (física, e não mental!).
É, eu consigo enganar bem meninas. E é aí que entra a minha veia artística. Passei todos estes dias fingindo que achava gostoso me alimentar. Fingindo que não estava sentindo o peso da culpa sob os meus ombros, e escondendo o meu rosto inchado de tanto chorar no escuro do quarto, momento em que eu me odiava por ter ingerido cada grama de comida.
Infelizmente a minha felicidade durou muito pouco, já voltei para a casa dos 47. E as cicatrizes que estou levando destas férias, talvez durem pra sempre.
Mas e daí? Vamos lá, eu continuo firme e mais forte do que nunca. Sei que perdi um aliado muito importante (o mor agora tb está a me torturar), mas que se dane. Agora que eu já provei o gostinho do que é ter 45 kg, estou viciada! E pra sair desse vício só com clínica de desintoxicação (risos!).
Adoro todas vocês, meninas. Muito obrigada pela força e pelos cometários. Acreditem, eu vou precisar muito mais de vocês agora!
Um beijo bem grande e rumo à dieta da sopa pra recuperar o tempo perdido e os kg ganhos!
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
ENFIM... FÉRIAS!
Oi, queridas! Como estão vocês?
Bom, depois de 3 anos trabalhando direto, com tendência workaholic, enfim estou de férias!
10 looooooooongos dias! Inteiros para fazer nada! Que beleeeeza.... Olhem só como estou feliz! Estão vendo? Eba! Uhúú... Hehehe... Na verdade eu não consigo fingir pra vocês né? Quem me conhece sabe o quanto vai ser difícil pra mim deixar a minha empresa sozinha nesses dias. Mas....
Oh... Prometo não levar meu notebook, prometo deixar meu celular desligado, prometo não levar trabalho para adiantar nas férias, prometo não pensar em pepinos que deixei para resolver quando voltar, prometo não programar "siga-me" para o meu telefone, prometo ficar menos estressada, prometo não pensar em voltar uns dias antes para deixar tudo pronto para março, prometo não ligar para ninguém para ver como andam as coisas, prometo fazer ioga, prometo visitar um templo budista, prometo tomar maracujina, prometo estar fora da área de cobertura.
Mas prometo também... Não esquecer de vocês!!! Juro!!
Tanto é que deixe pra vocês aqui do ladinho um documentário super interessante pra vocês assistirem durante esses diaszinhos de folia, se sobrar um tempinho, é claro!
Na verdade vocês já devem ter visto ou ouvido falar deste documentário. Mas enfim, nunca é demais um pouco de cultura. Ainda mais que consegui uma versão legendada pra gente saber tudinho o que se passa!
É um documentário chamado THIN, da HBO. Conta a história de quatro mulheres em uma clínica de tratamento para bulimia e anorexia. O documentário mostra cenas fortes e depoimentos idem. E tudo nos leva a enxergar aquilo o que já sabemos: Que TA é um problema complexo e não apenas um distúrbio alimentar. Trata-se de probemas pessoais, familiares e de saúde mental de todos os envolvidos. Bem complicado.
Fica então a dica. Aproveitem pra divulgar nos blogs de vocês. É sempre bom difundirmos esses assuntos, não é mesmo?
Bom, infelizmente eu não vou conseguir postar durante esses dias, mas vou adorar ver algum comentáriozinho de vocês quando eu voltar, tá bom?
Vou sentir muita saudade de todas, mas aiii!! Que drama... São só 10 diazinhos... Vão passar bem rapidinho né? Assim espero!
Um abraço bem apertado e bom carnaval!
Espero que vocês pulem bastante pra gastar calorias e também pra se divertir.
E fiquem de olho na telinha porque com a Dark do meu lado no carnaval sou capaz de sair soltinha na Sapucaí! "Lá vou eu... lá vou eu.. (risos!)
Bjs!!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
MULHERES PERFEITAS
Eu tava pensando. Mulher nasceu pra sofrer mesmo! Pô, pensa só.. Mal saimos da quentinha barriguinha de nossas mães e lá vem uma criatura nos furando a orelha. Imagina só a dor que não sentimos naquele fragil pedacinho do nosso corpo. Mas, como não sabemos falar e mandar o médico pra... bem, vocês sabem onde, só nos resta chorar. Tarããã... Pronto, começou ! Isso que mal sabemos o que estará por vir...
Crescemos, e num belo dia de tórrido calor, mais ou menos pelos 12, 13 anos, menstruamos. Afe!!! Só então aprendemos que para o resto de nossa vida vamos sangrar durante cinco ou às vezes sete dias, uma vez por mês, vamos sentir uma cólica horrível, vamos ficar inchadas, vamos ter TPM e brigar com o marido e além de tudo isso, vamos ter que andar com um pequeno tijolinho entre as pernas, chamado absorvente. Ah! Se você tiver alergia, ficar assada, não tem jeito, vai ter que usar assim mesmo. Ou então, apelar para o famigerado OB, que de qualquer forma é um incômodo também, nós bem sabemos a sensação deste pequeno rolinho de algodão.
Vamos crescendo mais um pouco e virando mulher. Ouvimos então a frase mor: “Tá na hora de tirar a sobrancelha, hein?!”. Meu Deus! Porque diabos precisamos tirar os pêlos? Quem inventou essa maldita regra de que homens têm pêlos e mulheres não? Não que tirar a sobrancelha, seja a pior coisa do mundo. Existem coisas beeeeeeem piores. Mas vamos combinar que ter arrancado pêlo por pêlo com uma pinça, que provoca aquela dorzinha enjoada que te faz querer espirrar na cara da sua esteticicsta é UÓ!
Se fossem apenas as sobrancelhas então, seria uma maravilha... Mas ainda tem as pernas, as axilas e a virilha! Ah... A virilha. Anfitriã de tantos palavrões... Ela tem que estar sempre lisinha pra não fazer feio no biquíni, e as pernas idem pra poder exibi-las nas saia. Enquanto uns e outros desfilam suas pernas cabeludas e pouco se lixam pro que sobra fora da sunga. Que injustiça, meninas!!!
Tá! E agora me expliquem então por que precisamos cutucar e pintar nossas unhas? Além de tudo, isso?! Elas vieram tão prontas quanto às dos homens. Mas não, não!!!! Uma sabichona (sim, porque isso é típico de mulher) resolveu que pintar e tirar cutícula era bacana! Pronto, as mulheres resolveram imitar e quando abrimos os olhos isso virou uma obrigação. E ai de nós que não façamos as nossas! Seremos banidas da sociedade.
“Ah, minha filha, quem quer ser bonita tem que sofrer...”. O que?!! Maquiagem, escova, chapinha, tintura, puxa aqui, ali, parabéns, somos escravas do salão. Um homem põe um terno e está pronto (e lindo) para o casamento. Mas nós não! Temos que fazer maquiagem, passar horas de bobs, fazer rococó, alisamento e o escambau.
Além do mais: Toma-te dieta, e toma-te drenagem linfática, e toma-te academia, e toma-te limpeza de pele, acupuntura, entra na faca, corta isso, aquilo, enxerta, levanta... Esqueceu a pílula, a camisinha, o diu.... Pá, estamos grávidas! E lá se vão nove meses em que nenhuma dessas técnicas adiantou para absolutamente nada! Vamos engordar, vamos carregar um peso imenso durante nove meses, sentir dores nas costas, os pés vão inchar, a pele vai manchar, vamos ter desejos, vamos querer comer (ou não! hehe) tudo que não podia e o nosso marido não vai entender! Depois de nove meses ou encaramos a cesariana ou o parto normal, para o qual treinamos a vida inteira com as cólicas. E depois que o baby estiver perambulando pela casa, vamos recomeçar tuuuuudo de novo.
Antigamente ninguém tinha silicone ou barriga sarada, ninguém tinha que ter cabelo liso, pele perfeita, nenhum pêlo, sorriso colgate, pernas torneadas e mesmo assim todo mundo casava, tinha filhos, todo mundo se apaixonava.
A gente precisa ser super-mulher, super-mãe, super-competente, super-linda e gostosa, super-organizada, super-disposta, super-boa de cama, super-filha, super-esposa, super-normal e fazer supermercado. Quando foi que a mulher optou por sofrer e se sacrificar tanto para... para o que mesmo?
Aprendi ainda pequena que super-heróis não existem, nem tampouco perfeição suprema (apesar de eu estar sempre buscando por ela). Por que sofremos tanto em prol da vaidade?
Tenho sérias suspeitas de que os culpados são a Barbie e a Revista Nova.
Ora a Barbie porque nos fez acreditar que podiamos um dia ter aquela cinturinha maravilhosa e a Revista nova por nos estampar as mulheres mais produzidas e com photoshop do mundo na capa, até parece que elas nasceram assim...
Bom, mas mesmo assim, eu amo ser mulher. Faço e não canso de todas essas rotinas que todas nós sabemos o quanto é xarope. E oh... Não estou reclamando, estou constatando, filosofando, como de costume. Se bem que seu eu pudesse pediria para que quem inventou tudo isso, desse uma pequena aliviadinha, afinal de contas, poxa... não somos de ferro, não é meninas?
Depois não sabem porque somos tão complicadas.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
"DO OUTRO LADO..."
Oi queridas!
Bom, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer aos comentários de vocês. Sério mesmo! É muito bom saber que não sou a única a sentir o que sinto ao me olhar no espelho, saber que estamos juntas nessa, e que todas nós somos muito parecidas.
Engraçado que desta vez recebi alguns comentários de pessoas anônimas ou que não deixaram e-mail. Também gostaria de agradecer a preocupação. E dizer que prometo pensar em cada linha que me foi escrito. Prometo pensar! E pensar já é um bom começo.
No entanto, um comentário em especial, eu vou responder aqui no blog. Este comentário, realmente, me chamou muito a atenção, e quero dividir com vocês pois acredito que vale a pena.
Segue:
“Anna, espero que você compreenda as palavras que vou te dizer agora, pois esse é o comentário de uma mãe preocupada. Estou começando a entrar nos chamados sites "pró ana", pois acho que a minha filha está indo por esse caminho. Me surpreendi muito em entrar no teu blog, pois acho que ela é muito parecida com você. Inclusive tomei um susto no início, pois achei que você era ela. Mas nos seus comentários eu ví que você é do Sul, e somos de São Paulo(risos). Pelo que leio és uma menina muito inteligente. Trabalhas, estudas e te esforças no dia-a-dia. O que te levas então a esse perfeccionismo incomum em relação a aparência? Minha filha tem tudo, assim como você, não entendo como, mesmo depois de magra, ela continua a não gostar da sua imagem no espelho.Gostaria de poder identificar as reais causas deste problema com a comida, e se for preciso vou ler o seu blog até ter uma luz, já que não posso conversar abertamente com a minha filha. Só quero que tentes refletir sobre o que te digo, porque hoje, sou eu, amanhã pode ser a sua mãe no meu lugar. Não se chateie se fui rude com as minhas palavras, a minha intenção é poder ajudar, exatamente como eu queria poder ajudar a minha filha. Um grande e sincero abraço pra você e , por favor, se cuide”
Gurias, eu já falei pra vocês que quando o assunto é a minha mãe, eu piro. Já disse que tenho pânico de vê-la sofrer e em prol disso já até passei por cima de algumas coisas que vão contra ao que acredito e prezo.
Então, assim: Eu não sei se quem postou esse comment, irá voltar ao meu blog para ler o que escrevo agora. Mas mesmo assim quero deixar registradas essas palavras.
Infelizmente, apesar de desconfiar, eu não sei as reais causas que me fizeram desenvolver esse comportamento em relação a comida. De uns tempos pra cá realmente sinto que está tudo muito mais forte, e confesso ter medo de perder o controle. Apesar de ler muito sobre o assunto, eu não sou uma profissional, então não sei exatamente o meu tipo de transtorno alimentar. Mas independentemente disso, eu o tenho, e este por vezes me maltrata muito. Sei que TA é uma “doença” psicológica, e que portanto é muito difícil de ser identificado os porquês, mas sugiro que para isso, se estiveres de acordo, converses com a sua filha. Conversar já é um importante passo.
Não fiques surpresa se tudo for negado, se ela reagir mal, se acontecer algum isolamento, isso é assim mesmo. Talvez na hora ela não ligue. Talvez na hora desconverse, xingue, brigue, venha para um blog escrever sobre isso com raiva. Mas eu tenho a certeza de que pelo menos algumas destas palavras irão ficar. E estas palavras, de alguma forma irão faze-la pensar, questionar. Exatamente com eu faço.
É difícil. Muito difícil. Não posso, e nem gostaria de estar do outro lado. Do lado de quem lida com uma pessoa com TA. Dar conselhos, parece jogar contra o próprio time. E quem sou eu para dar conselhos, quando na verdade eu quem deveria estar sendo aconselhada? Por que não sigo os meus consellhos já que tenho consciência do mal que faço a mim mesma. Por quê? Não sei. Só sei que não posso passar batido ao seu comentário, a um comentário de uma mãe. Não sei se ajudo, mas pelo menos estou tentando. E estou tentando ajudar de coração, pois como você disse, hoje é você, amanhã pode ser a minha mãe.
Obrigado pelas palavras.
Até mais, meninas.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
"DISTORÇÃO DE IMAGEM OU DIFERENÇA DE FOCO?"
Ontem eu fiz um testezinho na internet que me encheu de osso e me mandou me tratar, era sobre distorção da própria imagem. Aí eu fiquei pensando. Distorção da própria imagem. Na verdade, o que isso significa?
Por exemplo: Uma menina considerada “normal” se olha no espelho. No que ela repara? Se a roupa está lhe caindo bem, se os brincos, o sapato e a bolsa combinam, se ela deveria prender ou não o cabelo, se deveria colocar mais ou menos maquiagem. Claro, que ela também deve reparar se está bem com esta calça ou se ela está lhe apertando os “pneuzinhos” mas, caso tiver apertando, ela troca de calça e segue o baile. OK!
E nós? No que reparamos quando nos olhamos no espelho?
Bom, eu não sei vocês, mas quando eu me olho no espelho reparo se os meus ossos do colo estão à mostra, se a minha barriga está ou não menor, se eu consigo enxergar os meus ossinhos do quadril sem ter de fazer mil e uma poses, se as minhas coxas estão como duas toras ou se elas diminuíram depois da caminhada.
Claaaaaaro! Eu não estou dizendo que não reparo nas outras coisas que disse acima, roupa, sapato, brincos e bolsas. Obvio que sim. Mas isso fica em segundo plano. Pois, se ao me olhar no espelho, eu não gosto do que vejo (o que sempre acontece), eu já murcho. Na hora!
Isso é distorção da própria imagem ou é diferença de foco? Serão essas duas coisas distintas ou estão relacionadas?
As pessoas podem dizer que estou magra (o que sinceramente eu não acho), mas eu não me sinto magra. Pra mim não basta estar magra. Eu quero olhar no espelho e me sentir bem. Estar somente magra não é o meu foco. Eu quero ver tudo o que citei acima. Ossos aqui e ali, pernas finas, barrigas e bundas inexistentes. Não é que eu me olhe no espelho e não enxergue que perdi peso. Eu vejo isso. Mas o magro pros outros, não é magro pra mim. E eu tenho a exata noção da minha imagem. Não estou a distorcendo.
To viajando demais, não?
Alguém aí lembra do Filme “O Amor é Cego”? Aquele filme com a Gwyneth Paltrow
que ela faz o papel de uma mulher obesa e o Jack Black, que faz o papel de um homem que busca sempre namoradas perfeitas, e é hipnotizado por um Guru de forma a visualizar apenas a beleza interior delas?
Pois é! Eu queria ser o Jack Black! No duro.. Eu queria mesmo! E acho que todas vocês, secretamente, também tem essa vontade.
Imagina você tirar a sua roupa, se olhar no espelho e se amar! Se amar de verdade, porque você está simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A, e está sinceramente muito satisfeita com o que você vê.
Não! Eu nem estou falando de você se ver uma Gwyneth Paltrow
da vida, estou dizendo de você ser quem você é, exatamente como você é, e se amar por isso! Isso pra mim, atualmente é muito utópico.
Encontrei um ex-colega que me olhou e disse: “Nossa! Como você está bonita! Está bem magra”. Eu olhei, virei pra trás, levantei uma das minhas sobrancelhas e pensei: “O quê? Tu tá brincando comigo!”.
As pessoas chamam isso de distorção da própria imagem. Um dos sintomas das pessoas que têm problemas alimentares. Eu chamo isso de vergonha na própria cara, de SIMANCOL! Já ouviram falar?
Tudo bem, a minha auto estima chama-se baixa estima ou melhor inexistente estima. Mas daí a dizer que estou bem magra? Bah não força! Ou pelo menos não humilha.
Se eu tivesse sido hipnotizada pelo guru do filme, talvez eu iria viver mais feliz, talvez eu iria me estressar menos, envelhecer menos, fumar menos, enfim. Talvez ao me olhar no espelho, apesar de não ver uma Gwyneth Paltrow, eu iria ficar satisfeita e iria me sentir melhor, conviver e viver melhor, comer melhor, me cuidar melhor. Talvez seria uma boa opção.
Mas infelizmente eu não acredito que quando eu pegar o elevador do meu trabalho eu vá me encontrar com um Guru que vai transformar a minha vida. Há não ser que alguma de vocês tenha o número de contato dele. Então, cá eu sigo. Vivendo. E torcendo para que um dia eu possa olhar no espelho e gostar da minha imagem. Acho que isso não é pedir demais. Pedir demais seria pedir pra ser uma Gwyneth Paltrow.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
"O tempo urge e a Sapucaí é grande...."
Oi Meninas, como estão vocês? Como foram de final de semana? Nossa, eu estou super bem, meu final de semana foi, no mínimo, interessante.
Aqui no Sul foi feriado e eu fui pra praia com os meus pais, ou seja, mais um capítulo inédito da novela “Pé na Jaca!”, hehe. Não, girls, to brincando, esse final de semana ficou mais para “BBB”, do que para qualquer outra coisa.
Apesar de estar toda a parentada reunida, aquele “vuco-vuco”, todo mundo de olho um na vida um do outro, dando a famosa espiadinha, eu aproveitei o movimento pra fugir da comida, como o diabo da cruz.
Já que estava fazendo NF Light há uma semana, eu tentei continuar pelo menos no LF, já que sabia como iriam pegar no meu pé. Então na sexta-feira eu comi umas 200kcal, no sábado umas 400 e domingo acho que ficou por aí também.
Mas, esse final de semana eu me senti Sansão. Como se tivessem me tirado a peruca e eu tivesse ficado sem força. Como a Mônica sem o seu coelhinho, como Chapolin Colorado sem a sua marreta biônica, enfim. Fazendo o NF Light, eu me sinto uma heroína, sou a Anna.Dark e o seu NF Atômico (hehe!). Sem ele, a vida parece não ter o mesmo sentido.
Antes de ir pra praia, com as perninhas tremendo, estufei o meu peito, fechei os olhos e encarei a balança: 47,7: “Feito!”, eu vibrei por dentro. Ainda não me pesei depois da farofada do final de semana, e nem sei se vou, pelo menos agora de manhã.
Infelizmente, como tudo não são flores, tive de encarar as mesmas historinhas de sempre. Aquele coro no meu ouvido repetindo que estou a emagrecer demais. Mas desta vez foi diferente. Eu juro pra vocês que fiquei olhando atenta para a boca de cada uma das pessoas que falaram comigo.
Não, Lindas! Não era para seguir o conselho. Era para saber se aquilo era mesmo de verdade ou era uma gravação! Juro que pensei que atrás de cada um tinha um rádio tocando a mesma fita. Mas para a minha surpresa não, acho que eles combinaram de tentar me enlouquecer. Uma corja, uma sociedade anônima!Estou perdida!!
Tadinhos, mal sabem que agora entra por aqui e sai por ali. Ou melhor, nem entra. Bate e volta! Não posso correr o risco de algumas palavrinhas malvadas ficarem a ecoar no meu cérebro. Tenho coisas mais importantes pra me preocupar, não posso colocar tudo a perder. Afinal, carnaval tah aí. Preciso estar com 45kg. Se não for assim, como eu vou competir com a Grazi Massafera e com a Juliana Paes na Sapucaí?!
Um beijo bem magrinho pra vocês e bom início de semana.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
" ESTOU A 200g DO PARAÍSO..."
Ontem encontrei-me com as minhas amigas da faculdade, que fazia tempo que não as via. Combinamos de tomar uma cerveja num barzinho próximo ao meu trabalho. Até aí, ok! Mas também não muito. Digo isto, porque estava sem comer há mais de 20 horas, pelo fato de eu estar de NF.
Ah! Estou fazendo, junto com a Ana Blues, um NF apelidado carinhosamente de NF Light. Passamos 24 sem comer, comemos umas 70kcal e passamos mais 24h de NF.
Ontem, nossa, muito bom! Tava morrendo de saudade delas. As Divas! Sempre nós cinco. Juntas, conversamos sério, filosofamos, demos uma de psicóloga uma com a outra, discutimos, demos risada, tomamos cerveja.
O quê? Tomamos cerveja? É... Tomamos sim!
Na hora eu nem dei bola, afinal... Fazia tempo que não saíamos, estava divertido, estava quente. Aquelas desculpinhas de sempre. Mas quando cheguei em casa, já quase meia noite, eu me arrependi do que tinha feito.
Ontem, com certeza eu passei de 70kcal. E mesmo assim estava com fome. Muita fome, aliás. Até porque cerveja é líquido, não alimenta e ainda por cima é diurético. Duvido que naquela altura do campeonato ainda tinha alguma gotinha da maldita em mim. Affe, não tinha mesmo (risos!).
Mas pensei comigo: Eu posso voltar no tempo? Não. Então tá. Errei, eu sei, mas assumo as conseqüências (e o desespero, e a fome, e barriguinha roncando). Não estou me castigando com isso. E também não estou sofrendo, apesar de saber que o sofrimento é a melhor penitência para não reincidir no erro. Eu fiz uma escolha, certo? Então, bola pra frente. Fumei um cigarro e fui dormir.
Ainda acordada pensei que fiz certo. E senti um orgulho as avessas de mim. Em alguns casos, quando eu enfio o pé na jaca, eu vou até o final. Enfio o outro pé, depois os braços e por aí vai. Mas naquele momento, apesar de ter perdido o controle, parei por aí. E me motivei quando pensei que eu poderia amenizar um pouco o estrago fazendo isso.
Hoje ao vir trabalhar, apesar de ter prometido pra mim mesma que não faria, eu me pesei. E OH! A surpresa, estou quase lá! Estou há 200g da minha meta. Keep Going então. Quero sair da casa dos 48 a qualquer custo! Espero no sábado poder ter essa ótima surpresa, apesar de saber que não tenho sido assim tão boa menina.
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Nome: Anna Dark
Idade: 23
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